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Mãe pede ajuda para reencontrar filha após denúncia de abuso sexual no litoral de SP

G1 ·
Mãe pede ajuda para reencontrar filha após denúncia de abuso sexual no litoral de SP

Mayara publicou um vídeo em suas redes sociais pedindo ajuda para rever a filha.

Reprodução Mayara Natale de Araújo, de 38 anos, publicou um vídeo no Instagram na última semana pedindo ajuda para reencontrar a filha, que alega não ver desde março de 2023.

Segundo ela, o afastamento começou após uma denúncia de abuso sexual feita pela outra mãe da menina.

A Justiça de São Vicente, no litoral de São Paulo, considerou que não havia provas suficientes para determinar a perda do poder familiar de Mayara, mas manteve a guarda unilateral da criança com a outra mãe.

O g1 não localizou a defesa dela até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.

Agora no g1 No vídeo, Mayara disse que decidiu expor a própria história para tentar conseguir ajuda e voltar a ter contato com a filha.

Ao g1, ela afirmou que acredita que a sua condição de mulher intersexo também esteja relacionada ao caso.

“Esse processo foi feito para me matar por conta das acusações gravíssimas contra mim, usando primeiro meu corpo intersexo, por ter também partes masculinas, usando minha história referente aos estupros que passei na minha infância e usando minha filha como instrumento de arma, numa violência vicária”, afirmou.

A sentença ainda não encerrou a discussão do caso.

Segundo Paulo César Borgomoni, um dos advogados de Mayara pelo escritório BF França & Borgomoni Advogados, o processo está em fase de encaminhamento ao Tribunal de Justiça de São Paulo, na segunda instância, após recurso da defesa.

A decisão também determinou o acompanhamento psicológico da criança por seis meses e uma nova avaliação psicossocial ao fim do período.

O objetivo é analisar a possibilidade de retomada da convivência entre Mayara e a filha de forma progressiva e assistida.

“A gente está enfrentando uma violência institucional pelo fato de Mayara ser intersexo, e o Poder Judiciário, concretamente, não conhece essa identidade de gênero, que é uma questão biológica”, afirmou.

Segundo o advogado, a defesa pretende questionar a decisão no Tribunal de Justiça.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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