Cantora baiana apresenta novo álbum em show inédito em Salvador
Movimento é uma palavra que atravessa Feixe de Fogo, primeiro álbum de BUHR em sete anos e também o primeiro assinado com esse nome.
Cantora, compositora, percussionista, poeta e atriz, a artista nasceu em Salvador, mudou-se para Recife aos sete anos e foi na cena musical pernambucana que iniciou sua trajetória, entre maracatus, rodas de coco, cavalos-marinhos e bandas.Anos depois, esse trânsito entre territórios e referências continua presente em sua produção.
O disco nasceu da faixa homônima e foi construído ao longo de dois anos, entre Fortaleza, Sobral, Salvador, São Paulo e Recife.
No dia 20 de agosto, esse percurso retorna à cidade natal da artista, no palco do Teatro Sesc Casa do Comércio.
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A faixa foi inspirada inicialmente nos partos de cangaceiras e, ao longo do processo, ganhou outros sentidos.
Foi também a primeira vez que BUHR decidiu o nome do álbum antes mesmo de começar as gravações.“Cada cidade me inspirou, me juntou com pessoas, me fez criar e gravar dessa ou daquela maneira”, conta a artista, que assina letras e músicas de todas as faixas.
A gravação em diferentes cidades também definiu a personalidade do disco, segundo ela.
“Essas mudanças constantes de território forjaram Feixe de Fogo, foram atuantes, personagens fundamentais para a personalidade do disco”.Com pilar fundamental da construção do álbum está Rami Freitas, parceiro de BUHR na direção e produção musical.
A colaboração começou durante o processo de gravação e atravessou as diferentes etapas do trabalho, da pesquisa de timbres à edição das faixas.Segundo BUHR, os dois mergulharam juntos no conceito do álbum e na busca por diferentes possibilidades sonoras.
Rami gravou todas as baterias do disco e também participou das faixas com sintetizadores, drum machines e guitarras, além de editar o material.O álbum levou dois anos para ser concluído, período em que ideias foram revistas e canções ganharam novos contornos.
“Nesse tempo, muita certeza caiu por terra e muita peça que estava solta se juntou e reconfigurou.
É um disco em movimento”, afirma BUHR.A ideia aparece também na sonoridade.
Entre rock, reggae e canções de andamento menos previsível, o repertório passa por faixas como Feixe de Fogo, Voaria, Anzol, 70 Cigarros e Ânsia.
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