Campanha de Flávio Bolsonaro minimiza chance de debate com Lula
Desde o início da campanha eleitoral, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) mantém a postura de que o senador só participaria de um debate caso o presidente Lula (PT) também comparecesse.
A campanha petista avalia a ida de Lula ao debate da TV Globo, mas os aliados de Flávio não acreditam nesta possibilidade.
Segundo apuração da âncora Débora Bergamasco para o CNN 360º desta segunda-feira (21), integrantes da campanha de Flávio afirmaram que a possibilidade de Lula participar do debate marcado para o dia 1º de outubro é “ praticamente completamente descartada “.
“Se o Lula for, o Flávio vai? Me disseram que a tendência é que sim , mas eles duvidam muito que o presidente Lula vá”, destacou Bergamasco.
Lula à CNN: Eleições são de interesse do Brasil e não quero interferência Análise: Flávio e Lula disputam virada de voto e miram eleitorado decisivo Lula trabalha por neutralidade do Centrão no 2º turno; Flávio tenta evitar De acordo com esses integrantes da campanha de Flávio, Lula não iria ao debate por conta do risco de cometer escorregões que seriam prejudiciais à sua campanha na reta final.
“Segundo eles, Lula vem dando sinais de cansaço”, afirmou Bergamasco.
A âncora apontou que eles mencionaram a troca do nome de Janja pelo de Marisa e a declaração de que o agronegócio deveria “se ajoelhar” para ele .
Em razão dessa avaliação, a agenda de viagens de Flávio para a semana que vem segue sendo planejada normalmente, como se a participação no debate não fosse ocorrer .
“Se houver uma participação, dois dias, pelo menos, da agenda são travados para treinar perguntas, respostas, cronometrando o tempo, bolando estratégias”, observou Bergamasco.
A campanha petista reservou os dias 30 de setembro (quarta-feira) e 1º de outubro (quinta-feira) na agenda de Lula para uma eventual participação no debate.
Mudança de cenário impulsiona reavaliação do PT Segundo apuração de Danilo Moliterno , a possibilidade da participação de Lula no debate da TV Globo, antes considerada remota, ganhou novo peso diante de uma mudança de estratégia do PT nas últimas semanas.
De acordo com o repórter da CNN em Brasília, dois fatores motivaram a revisão da estratégia petista: o aumento da rejeição ao governo Lula e a aproximação nas intenções de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Diante desse novo quadro, o PT decidiu expor mais Lula, intensificando suas viagens e passando a criticar diretamente Flávio Bolsonaro tanto em comícios quanto nas redes sociais.
Anteriormente, a avaliação petista era de que participar do debate poderia ser prejudicial a Lula, já que Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) são críticos do petista e representam o espectro de direita e centro-direita.
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