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Na era da IA, o cargo diz cada vez menos

Campo Grande News ·
Na era da IA, o cargo diz cada vez menos

Pense na última vez em que você se apresentou profissionalmente.

Provavelmente disse um cargo: sou gerente comercial, sou engenheira, sou analista financeiro.

Há mais de um século, é assim que o mundo do trabalho se organiza: o cargo diz o que a pessoa sabe fazer, onde ela fica no organograma e quanto ela custa.

Pois uma das observações mais comentadas do ano no mundo da tecnologia sugere que essa convenção começou a derreter.

No fim de junho, Boris Cherny, criador e chefe do Claude Code na Anthropic, uma das ferramentas de programação com inteligência artificial mais usadas do mundo, publicou uma reflexão curta sobre o que via no próprio time.

Engenharia, produto, design e dados, escreveu ele, estão se fundindo num novo tipo de função.

E, olhando a sua equipe, ele não enxergava mais cargos.

Enxergava cinco arquétipos, cinco jeitos de operar.

A publicação correu o mundo e virou pauta de debates sobre o futuro das profissões.

Os cinco merecem tradução, porque não têm nada de técnico.

O primeiro é o que inventa: gera ideias em volume, sabendo que a maioria não vai para a frente, porque esse é o preço de colocar possibilidades novas na mesa.

O segundo é o que tira do papel: pega uma ideia promissora e a transforma em produto real, funcionando, em velocidade.

O terceiro é o que simplifica: limpa o que foi construído , enxuga o excesso, desliga o que não serve mais, impede que o conjunto vire um caos.

O quarto é o que faz crescer: pega o que existe e vai ajustando até o produto encontrar de verdade o seu mercado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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