Caso Oliver: pai e mãe de menino de 3 anos que morreu após agressões viram réus no RS
Caso Oliver: MP denuncia os pais A Justiça do Rio Grande do Sul tornou réus nesta sexta-feira (28) os pais de Oliver Grayson, de 3 anos, morto após ser espancado em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O pai, o missionário norte-americano D’andre Grayson, de 33 anos, tornou-se réu por homicídio qualificado com dolo eventual e por quatro crimes de tortura, contra o menino e outros três filhos.
A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, é ré por quatro crimes de tortura por omissão, relacionados às quatro crianças.
Eles estão presos preventivamente.
As denúncias contra a mulher por homicídio foram arquivadas. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp De acordo com o juiz Guilherme Pires Mitidiero, da 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e de Execução Criminal da Comarca de Viamão, os possíveis crimes de tortura que serão julgados incluem casos que aconteceram em Santa Catarina e São Paulo.
Segundo o Tribunal de Justiça do RS (TJRS), "apesar de os crimes de tortura terem ocorrido em cidades e estados diversos, a competência para o julgamento cabe ao Juízo de Viamão, uma vez que o homicídio ocorreu no município, conforme prevê o Código de Processo Penal (CPP)".
Em nota, a defesa de D'Andre diz que "serão apresentados ao juízo competente fatos e argumentos defensivos capazes de garantir um julgamento justo ao denunciado".
A defesa de Mayanna, também em nota, afirma que "a imputação de tortura por omissão não é classificada como crime hediondo" e que, por isso, "concentrará seus esforços na busca pela liberdade de Mayanna".
Leia as notas completas abaixo.
A denúncia aponta que, entre o início de 2024 e julho de 2026, quatro crianças da família foram submetidas a intensos sofrimentos físicos e psicológicos em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, culminando com a morte de Oliver em Viamão.
Segundo o MP, o pai, D'Andre, agredia os filhos com socos, tapas, mordeduras e espancamentos com fios e cordas como forma de castigo por motivos banais.
As quatro imputações de tortura foram denunciadas com agravantes relacionadas ao fato de as vítimas serem descendentes, menores de 12 anos e estarem inseridas no ambiente doméstico e familiar.
A mãe, Mayanna, responde pelo crime de tortura por omissão porque, conforme apurado na investigação, tinha conhecimento das agressões, presenciava episódios de violência e deixou de impedir os crimes ou comunicar os fatos às autoridades.
A denúncia aponta que no dia 5 de julho, na residência da família, em Viamão, o pai agrediu Oliver após se irritar porque a criança não lhe deu “bom dia”.
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