Desmatamento na Amazônia cai ao menor nível desde 1988, aponta Inpe
Drone mostra reflorestamento da Amazônia na Fazenda Turmalina, em Mãe do Rio, no Pará, no dia 29 de setembro de 2025.
Wagner Santana/Reuters A área desmatada na Amazônia caiu para 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, atingindo o menor nível de toda a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), iniciada em 1988. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia ➡️ ENTENDA: O Prodes é o sistema que calcula a taxa oficial de desmatamento no Brasil.
Feito pelo Inpe com uma análise mais detalhada das imagens de satélite, ele mede a área efetivamente desmatada a cada ano, de agosto a julho.
Já o Deter, também do Inpe, funciona como uma ferramenta de alerta rápido para orientar a fiscalização (entenda mais ABAIXO).
Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Agora no g1 O que explica a queda? Essa redução acompanha o endurecimento da fiscalização e do controle sobre o desmatamento ilegal nos últimos anos.
Um dos marcos desse movimento foi a retomada, em 2023, do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).
Criado em 2004, o plano reúne ações de diferentes ministérios e esteve por trás da forte queda do desmatamento registrada entre 2004 e 2014.
Planos semelhantes também foram elaborados para os demais biomas, entre eles o Cerrado.
Na prática, essas medidas buscam aumentar o risco de punição para quem desmata ilegalmente.
Um dos instrumentos usados são os embargos remotos: áreas desmatadas sem autorização são identificadas por imagens de satélite e bloqueadas sem a necessidade de uma operação em campo.
Com o embargo, o proprietário fica impedido de usar a área e de comercializar o que for produzido nela.
Somam-se a isso a atuação dos estados nas ações de controle, o aumento de autuações do Ibama e a maior atenção dos bancos aos dados de desmatamento na concessão de crédito rural.
Assim, propriedades com desmatamento irregular passam a ter mais dificuldade para conseguir financiamento.
No Cerrado, porém, a queda vem sendo mais lenta, e parte da explicação está na própria legislação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.