Caixa Econômica e Prefeitura de União assinam acordo para devolução de R$ 2,2 milhões alvos de golpe
Prefeitura de União e Caixa assinam acordo para ressarcimento de valores da saúde Um acordo para ressarcir cerca de R$ 2,2 milhões aos cofres da Prefeitura de União, no Centro-Norte do Piauí, foi assinado entre o prefeito Gustavo Medeiros (PP) e representantes da Caixa Econômica Federal nesta quarta-feira (16).
A quantia foi transferida para contas de terceiros após uma fraude em junho deste ano.
A gestão afirma ainda que R$ 150 mil já foram estornados e o restante deve ser devolvido integralmente dentro de 10 dias úteis.
A fraude foi descoberta após os servidores municipais receberem um e-mail de pessoas que se identificaram como integrantes da equipe de suporte tecnológico da Caixa. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "Estamos hoje aqui assinando um acordo com a Caixa Econômica Federal, onde fica estabelecido que a prefeitura vai ser ressarcida dos valores que ainda faltam voltar aos cofres da saúde", disse o prefeito Gustavo Medeiros em vídeo divulgado nas redes sociais.
A Prefeitura de União denunciou o caso em 28 de junho, após os criminosos se identificarem como funcionários do banco e pedirem acesso aos setores financeiros das secretarias de Saúde e Finanças do município.
Prefeitura Municipal de União (PI) Sthefany Prado/g1 Em seguida, os supostos golpistas orientaram os servidores a manter os computadores ligados para uma suposta atualização dos sistemas.
Nesse momento, a fraude teria ocorrido.
Segundo a prefeitura, todas as transferências ocorreram em um intervalo de uma hora e 20 minutos.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Federal.
Dinâmica da fraude A secretária municipal de Saúde relatou que os suspeitos enviaram um link para a suposta atualização do sistema.
Após o acesso, os funcionários não conseguiram mais utilizar o serviço.
As contas pessoais da Caixa Econômica Federal utilizadas pela secretária de Saúde e pelo secretário de Finanças ficaram bloqueadas.
Para o prefeito, houve falha nos mecanismos de controle do banco.
"Operações essas, todas elas, sem nenhum tipo de acompanhamento da instituição financeira", disse.
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