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Ucrânia, Irã, Gaza e IA no centro do debate na ONU

UOL Notícias ·
Ucrânia, Irã, Gaza e IA no centro do debate na ONU

As crises no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e o debate sobre os perigos da inteligência artificial dominarão a reunião de cúpula anual da ONU na próxima semana em Nova York, onde são aguardados mais de 100 chefes de Estado e de Governo.

A reunião, que começa na terça-feira (22), será a última do tipo para o secretário-geral da ONU, António Guterres, que, após 10 anos, se prepara para deixar a instituição com uma avaliação muito pessimista sobre sua incapacidade de responder às múltiplas crises que assolam o mundo.

Em uma referência à guerra na Ucrânia e à situação no Oriente Médio, Guterres disse na quarta-feira que "a cada dia as coisas pioram um pouco".

"Não há nenhuma melhora em nenhum lugar", insistiu, ao expressar o temor de "um risco de explosão" em escala global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, crítico ferrenho do multilateralismo que a ONU encarna e defende, vai discursar na manhã de terça-feira.

A guerra que os Estados Unidos iniciaram contra o Irã, com suas consequências para o Oriente Médio e a economia global, estará no centro de boa parte dos discursos, mas não há previsão de nenhum avanço sem negociações entre Washington e Teerã.

As ameaças ao frágil plano de paz em Gaza e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia também estarão na pauta da semana.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estará em Nova York na quinta-feira (24), apesar dos pedidos do prefeito Zohran Mamdani para que ele seja detido com base em uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra. O governo dos Estados Unidos não reconhece o TPI.

Como em anos anteriores, os Estados Unidos negaram visto ao presidente palestino Mahmoud Abbas, o que o obrigará mais uma vez a discursar por videoconferência.

A delegação iraniana, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, foi autorizada a viajar para os Estados Unidos.

A guerra na Ucrânia, iniciada em 2022, também terá um lugar de destaque na agenda, enquanto Kiev e Moscou intensificam os ataques aéreos de longo alcance, com numerosas baixas.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, falará em Nova York na quarta-feira e deve participar de uma reunião do Conselho de Segurança sobre o conflito.

As crises no Sudão, na República Democrática do Congo (RDC), no Haiti e em vários países serão abordadas em dezenas de reuniões, públicas e privadas, organizadas no âmbito de um evento que reúne milhares de diplomatas, especialistas e jornalistas.

Embora a reunião de cúpula não resulte necessariamente em grandes avanços diplomáticos, as negociações paralelas podem ser úteis, declarou à AFP Daniel Forti, diretor de temas vinculados à ONU no International Crisis Group.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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