China ou EUA? O desafio do Brasil é não deixar que escolham por nós
Bandeiras da China e dos Estados Unidos.
Foto: Canva *Artigo escrito por Matheus Magalhães, analista de mercado do agronegócio Há momentos em que a política internacional parece uma arquibancada.
Polarização de ambos os lados medindo forças no tabuleiro global.
No meio, países pressionados a escolher uma camisa, aprender o hino e torcer com convicção.
Para o Brasil , essa lógica é pouco útil.
China e Estados Unidos , por exemplo, ocupam lugares diferentes, mas igualmente relevantes em nossa economia.
A China é o maior parceiro comercial brasileiro desde 2009 e, no acumulado até julho de 2025, recebeu aproximadamente 30% das exportações do país.
É um mercado decisivo para soja, minério de ferro, petróleo, carnes, celulose e outros produtos que sustentam boa parte do superávit comercial brasileiro.
Os Estados Unidos, por sua vez, têm grande importância para as exportações brasileiras de produtos industrializados e de maior valor agregado.
Também mantêm relações profundas com o Brasil nas áreas de serviços, tecnologia, finanças, energia, pesquisa e investimentos.
Isso significa que tratar a relação com um dos países como substituta da relação com o outro seria um erro econômico.
A China compra grande parte daquilo que o Brasil produz em escala.
Os Estados Unidos têm peso em setores nos quais o país busca tecnologia, investimento, produtividade e maior sofisticação industrial.
O desafio ficou mais delicado com o avanço das disputas comerciais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.