“Sequer lavam os pratos que comem”, diz candidato sobre trabalhadores em fazenda
“Eles sequer lavam os pratos que comem”.
Foi assim que o candidato a deputado federal Carlos Bernardo (União Brasil) rebateu a suspeita de que trabalhadores fossem submetidos a condições análogas à escravidão na fazenda dele, em Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai.
A propriedade foi alvo de operação da PF (Polícia Federal) e do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) nesta quinta-feira (17).
Bernardo afirmou que a fazenda mantém entre 20 e 30 trabalhadores e oferece café da manhã, almoço, lanche e jantar.
Segundo ele, duas funcionárias são responsáveis pelo preparo das refeições e pela limpeza da cozinha e da propriedade.
“Somos totalmente contra esse tipo de atitude.
Eles têm café da manhã, almoço, merenda e janta.
Sequer lavam os pratos que comem”, declarou.
O candidato disse acreditar que a denúncia anônima tenha sido motivada por perseguição política, mas não apresentou provas.
A operação foi realizada para apurar possível submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão e tráfico de pessoas para exploração da mão de obra.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram encontrados 23 trabalhadores em situação trabalhista irregular, parte deles estrangeira.
A investigação começou após informações de que estrangeiros seriam recrutados informalmente e mantidos em situação de vulnerabilidade.
Entre as suspeitas estão falta de registro trabalhista, possível retenção de pagamentos e restrições à liberdade para deixar a propriedade.
Carlos Bernardo alegou que os estrangeiros vivem na região de fronteira e transitam com frequência entre Brasil e Paraguai.
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