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Economia

Governo libera mais R$ 6,5 bi em crédito a exportadores tarifados por Trump

UOL Economia ·
Governo libera mais R$ 6,5 bi em crédito a exportadores tarifados por Trump

O governo federal liberou mais R$ 6,5 bilhões em créditos para o Plano Brasil Soberano, que oferece financiamentos a juros mais baixos para apoiar exportadores brasileiros prejudicados pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

A liberação da verba foi autorizada por uma MP (Medida Provisória), publicada hoje pelo presidente Lula. O valor exato é de R$ 6.494.296.446. Trata-se de um crédito extraordinário, ou seja, que não estava previsto.

Os recursos vão diretamente para o Fundo de Garantia à Exportação, sob supervisão do Ministério da Fazenda. A verba vai financiar pessoas físicas e jurídicas exportadoras de bens e serviços, além de seus fornecedores na cadeia produtiva.

O crédito integra as ações do Plano Brasil Soberano que já está em vigor. Com a publicação da MP, o dinheiro fica disponível imediatamente para financiamentos que amenizem prejuízos das empresas brasileiras com o comércio internacional.

A medida pode ser aprovada ou rejeitada pelo Congresso em até 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60. Em caso de não aprovação até o prazo, perde o efeito, mas a devolução das verbas empenhadas exige manifestação do Legislativo.

O Plano Brasil Soberano surgiu originalmente em agosto de 2025, para amenizar os impactos das tarifas comerciais que os EUA aplicaram ao Brasil. A Medida Provisória inicial durou até dezembro de 2025, quando perdeu validade por falta de aprovação no Congresso.

À época, as exportações brasileiras enfrentavam taxas de até 50% para entrar nos EUA. A gestão do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, impôs tarifas a países do mundo inteiro, acusando-os de concorrência desleal. O Brasil sofreu uma das maiores sobretaxas globais, que encareceu os valores de venda nos EUA. Isso levou à necessidade de redirecionar boa parte dos produtos a outros países.

A equipe do presidente Lula iniciou negociações para revertê-las, levando como base o fato de que os norte-americanos possuíam superávit comercial com brasileiros. Ou seja, os Estados Unidos vendiam mais produtos ao Brasil do que compravam, o que colocava em dúvida a acusação de concorrência desleal. Após tratativas entre as equipes do republicano e do petista, a tarifa foi revertida em novembro de 2025.

As tarifas voltaram: desde julho de 2026, parte dos produtos brasileiros segue tarifada em até 37,5%. Atualmente, há uma tarifa de 25%, imposta por supostas práticas comerciais irregulares do Brasil, com destaque ao Pix; e outra de 12,5%, por acusação de que trabalho forçado no país. Vários países também continuam taxados, e há uma extensa lista de produtos não sancionados.

A iniciativa do governo federal foi retomada posteriormente e virou lei. Com a aprovação no Congresso em julho de 2026, as regras de apoio e proteção do plano ganharam caráter definitivo no país.

O plano oferece crédito de juro mais baixo para preservar empregos, garantir dinheiro em caixa às empresas e manter a competitividade das exportações. As taxas de juros vão de 4,3% a 17,5% ao ano, enquanto a Selic (taxa básica que guia os juros de todo o país) está em 13,75% ao ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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