Fuga de presídio pela porta da frente: policial penal e preso que usou alvará falso são denunciados no RS
Preso com mais de 34 anos de pena sai pela porta da frente em presídio do RS Um policial penal e um integrante de facção criminosa foram denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por envolvimento em uma fuga da Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas (PMEC), ocorrida em maio deste ano com o uso de um documento falsificado.
A denúncia foi apresentada na quarta-feira (26).
Conforme o Ministério Público, o agente penitenciário identificado como Rudcrei da Costa Machado teria atuado para viabilizar a saída do detento da unidade prisional utilizando um falso alvará de soltura e outros documentos fraudulentos que simulavam uma liberação regular. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Willian Ramos Silveira, de 29 anos, fugiu às 9h30 da manhã do dia 21 de maio após apresentar o alvará falso no pórtico da penitenciária.
Na ocasião, o policial, que trabalhava no controle de entrada e saída dos apenados, teria providenciado um alvará e uma guia de soltura falsificados.
Com a documentação, o preso deixou o estabelecimento penal pelo portão da frente, sem levantar suspeitas.
O homem foi recapturado no dia 19 de agosto.
Ele foi localizado por policiais do 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em um condomínio em Cachoeirinha.
Com ele, foram apreendidos um fuzil e munições.
O g1 procurou o advogado Jefferson Billo da Silva, que representa Machado, mas ele não havia retornado até a última atualização desta reportagem.
A defesa de Silveira não foi localizada.
O policial foi denunciado pelos crimes de promoção e facilitação de fuga de pessoa presa na forma qualificada, falsificação de documento público na forma majorada, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações da administração pública e supressão de documento.
Já o apenado responderá por uso de documento falso.
O servidor foi afastado pela Corregedoria-Geral da Polícia Penal e está preso preventivamente.
De acordo com a investigação, após a saída do preso, foram realizadas alterações em registros físicos e também no sistema penitenciário.
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