segunda-feira, 12 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Economia

“Inflação é uma escolha”: Warsh explica por que Fed decidiu subir os juros

Money Times ·
“Inflação é uma escolha”: Warsh explica por que Fed decidiu subir os juros

A inflação ainda elevada, uma economia que ganhou força nas últimas semanas e um mercado de trabalho próximo do pleno emprego foram os principais ingredientes que levaram o Federal Reserve a subir os juros nesta quarta-feira (16).

O Comitê Federal de Mercado Aberto ( Fomc , na sigla em inglês) elevou, por unanimidade, a taxa dos Fed Funds em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. No comunicado, o banco central afirmou que a atividade econômica segue avançando em ritmo sólido, enquanto a inflação permanece elevada.

Na coletiva após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, deixou claro que o principal incômodo está nos preços.

“O fato simples é que a inflação está alta demais e permanece assim há tempo demais”, afirmou. “Inflação é uma escolha, e hoje demos um passo para entregar estabilidade de preços”.

Segundo Warsh, as leituras recentes não foram suficientes para mostrar uma melhora significativa da tendência inflacionária. O presidente do Fed destacou ainda que diversas categorias continuam apresentando aumentos superiores a 3% nas janelas de seis e 12 meses, além de chamar atenção para a recente alta das commodities.

A avaliação ajuda a explicar a mudança de postura em relação à reunião de julho, quando o Fed optou por manter os juros. Warsh elencou três fatores que pesaram para a decisão desta quarta-feira: o fortalecimento da economia norte-americana, a persistência da inflação e a mudança no cenário geopolític o.

“A economia, de fato, ganhou força. O crescimento subjacente está mais forte”, afirmou. Sobre a inflação, acrescentou que viu “muito pouca informação” desde Jackson Hole que justificasse uma mudança em sua avaliação de que as tendências recentes dos preços ainda não eram satisfatórias.

O terceiro elemento foi a geopolítica. Segundo Warsh, “não há como ignorar os focos de tensão ao redor do mundo”, e a avaliação do Comitê sobre os possíveis desdobramentos desse cenário mudou nas últimas semanas.

Foi essa combinação que levou o Fed a concluir que o critério estabelecido por Warsh em Jackson Hole ainda não havia sido cumprido. Na ocasião, ele afirmou que seria necessário ter confiança de que a inflação subjacente estivesse caminhando claramente e em velocidade suficiente para a meta de 2%.

Se a inflação preocupa, o outro lado da economia norte-americana tem dado mais conforto para o banco central apertar a política monetária.

Warsh afirmou que contratações, rendimentos do setor privado e investimentos de capital das empresas melhoraram nos últimos meses. O fluxo de crédito também permanece robusto, especialmente para as empresas.

“Seria difícil para mim descrever as condições financeiras de forma ampla como restritivas”, afirmou. Segundo ele, essa percepção foi amplamente compartilhada pelos demais integrantes do Fomc.

Por isso, Warsh classificou a alta de hoje como a retirada de “uma dose de acomodação” da política monetária, em vez de caracterizar os juros como claramente restritivos .

As novas projeções divulgadas pelo Fed reforçaram a leitura de uma economia mais resistente.

Ler a notícia completa no Money Times ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

Mais de Money Times

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›