Centrão espera votar aumento do teto do MEI só após o 2º turno
Líderes do Centrão avaliam que a Câmara dos Deputados vai votar o PLP (Projeto de Lei Complementar) 108 de 2021 –que amplia o limite de faturamento anual do MEI (Microempreendedor Individual)– só depois do 2º turno das eleições presidenciais.
O PT considera que há a possibilidade de votar ainda nesta semana, mas admitiu que falta dialogar com o relator da proposta, o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) sobre a tramitação.
O PLP 108 , que está parado na Casa desde junho, eleva o teto anual de faturamento dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou nesta 3ª feira (13.out.2026) que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), conversará com Goetten sobre a tramitação do texto.
Uczai disse ter ouvido 5 líderes favoráveis ao projeto e afirmou que há possibilidade de votar ao menos a parte referente ao limite de faturamento ainda nesta semana.
Congressistas do Centrão e o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), consideram que a discussão sobre a ampliação do teto de faturamento para as demais faixas do Simples Nacional deve ficar para depois, a fim de permitir mais debates sobre a proposta.
O governo é contrário à extensão da correção para todas as faixas do Simples Nacional.
Classifica a medida como uma “pauta-bomba” e estima que o impacto nas contas públicas seria de R$ 50 bilhões por ano .
Pacote de perdão de dívidas Uczai também avalia incluir no projeto medidas do pacote anunciado nesta 3ª feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para r eduzir o endividamento dos microempreendedores e ampliar o acesso a crédito e recursos para os negócios.
Batizado de Prospera MEI, o pacote reúne 6 iniciativas , entre elas o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas com a União, a renegociação de débitos bancários e a transferência de até R$ 5 mil para investimentos nos negócios.
PL chama o pacote de “eleitoreiro” O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou o pacote anunciado pelo governo.
Para ele, a iniciativa tem motivação eleitoral.
“É mais um projeto de lei eleitoreiro de um candidato à presidência desesperado” , declarou.
O anúncio foi feito no Palácio do Planalto a 12 dias do 2º turno da eleição presidencial.
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