Escala 6×1 acabou no Senado: o que sua empresa precisa fazer nos próximos 60 dias
O Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição que põe fim à escala 6×1 e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salários.
Foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário, em dois turnos realizados na mesma sessão.
O único voto contra foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Para uma emenda constitucional, o mínimo exigido eram 49 votos.
Depois de uma sessão que durou cerca de oito horas, o resultado marca a mudança mais relevante nas regras de jornada desde a Constituição de 1988, quando o limite semanal caiu de 48 para 44 horas.
Agora, o foco passa do Congresso para o chão de fábrica, o balcão da loja e o departamento pessoal das empresas: a contagem do prazo de adaptação começa com a promulgação.
O que acontece agora Como o Senado manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, a proposta não precisa voltar à Casa de origem.
O próximo passo é a promulgação pelo Congresso Nacional.
Por se tratar de emenda constitucional, não há sanção nem possibilidade de veto presidencial.
Os prazos só começam a correr depois dessa etapa, e a data ainda não foi divulgada.
Se a promulgação ocorrer em outubro, a primeira fase passaria a valer em dezembro de 2026.
O calendário da transição A mudança será escalonada, em duas etapas: 60 dias após a promulgação: as empresas deverão adotar a escala 5×2, com dois dias de descanso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
A jornada máxima cai de 44 para 42 horas semanais.
12 meses depois da primeira etapa (14 meses no total): a jornada máxima chega definitivamente a 40 horas semanais.
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