Vereadora de Sorocaba vira ré por discriminação religiosa contra líder de terreiro na internet
Justiça aceita denúncia do MP contra vereadora de Sorocaba (SP) por discriminação religiosa em rede social Reprodução/Instagram A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) contra a vereadora Tatiane Costa (Republicanos), de Sorocaba (SP), pelo crime de discriminação religiosa, popularmente conhecido como racismo religioso, praticado na internet.
A decisão, assinada em 19 de agosto pela juíza Daniella Camberlingo Querobim, da 3ª Vara Criminal, torna a parlamentar ré no processo.
Com o recebimento da denúncia, a vereadora deverá ser formalmente citada para constituir advogado e apresentar defesa escrita no prazo de dez dias, contados a partir da notificação. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Segundo relato da vítima, a sacerdotisa Vera Tavares Ferraz, o caso teve origem em abril, quando ela buscava aprovar um projeto de utilidade pública para o trabalho social que desenvolve em seu templo, batizado de Luzes do Amanhã.
A iniciativa atende crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade na comunidade de Sorocaba.
Agora no g1 Ainda conforme Vera, entre oito propostas analisadas pela Câmara Municipal, a vereadora teria atacado especificamente o projeto dela por estar vinculado a um terreiro, o que teria motivado ataques de eleitores da parlamentar nas redes sociais.
LEIA TAMBÉM: Caso Miguel: relatório aponta atraso e 'falhas sistêmicas' da rede pública na morte do bebê em Sorocaba "Ela induziu o eleitorado dela ao assédio de ódio", afirmou Vera em entrevista ao g1, ao relatar que chegou a sentir medo de retaliação, já que recebe mais de 100 pessoas por mês em atendimentos no templo.
Diante dos ataques, Vera registrou boletim de ocorrência e procurou a Justiça.
A representação também contou com o apoio da vereadora Iara Bernardi (PT), autora do pedido de utilidade pública.
Segundo Vera, a decisão da Justiça representa um marco para a comunidade de terreiro de Sorocaba, pois o município é "uma cidade extremamente conservadora".
O que disse a parlamentar No vídeo, a parlamentar questiona se quem assiste é a favor de dinheiro público ir para um templo de umbanda.
Ela cita ainda que a medida estava ocorrendo em uma semana pós-Páscoa, momento importante para a Igreja Católica, e que o Brasil é de maioria cristã.
"E, como vereadora e cristã, eu tenho compromisso com os princípios que sempre defendi.
Sorocaba tem coisas muito mais importantes para aplicar dinheiro, do que num templo de Umbanda." Ela ainda diz no material para que as pessoas cristãs falassem com seus respectivos vereadores, pedindo que votassem contra o projeto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.