Apuração em Israel termina com bloco de Netanyahu à frente, mas futuro governo segue indefinido
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Dois dias após a votação, a Comissão Eleitoral Central de Israel encerrou a contagem de votos. Como os resultados parciais já indicavam, o partido Likud, do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu , conseguiu o maior número de cadeiras (27), seguido da principal legenda de oposição, Yashar, de Gadi Eisenkot, com 21 vagas no Parlamento, o Knesset.
A vantagem não garante, porém, a permanência do premiê. Com 100% das urnas apuradas, o bloco de Netanyahu soma 53 das 120 cadeiras do Legislativo, contra 48 da oposição liderada por Eisenkot. As 19 restantes ficaram com Ra’am e Lista Conjunta, partidos árabes que podem decidir o próximo governo.
Nenhum dos dois grupos atingiu os 61 parlamentares necessários para obter maioria absoluta. As negociações podem durar meses e até levar a novas eleições .
A composição contraria as pesquisas de boca de urna divulgadas ainda na terça-feira (27), que mostravam o bloco de Eisenkot à frente por duas ou três cadeiras. Também contraria sondagens anteriores, em sua maioria favoráveis à oposição. A vantagem de Netanyahu, porém, é insuficiente para governar.
O avanço das legendas árabes foi um destaque. Juntas, elas passaram das dez cadeiras da atual legislatura para 19, superando o recorde anterior de 15, registrado em 2020. O eleitorado árabe compareceu em número recorde, buscando afastar Netanyahu e seus aliados do poder.
O resultado provocou reação no governo. Nesta quinta (29), o ministro da Segurança Nacional, o extremista Itamar Ben-Gvir, pediu à agência de segurança Shin Bet que prendesse dirigentes de partidos árabes . Integrantes da extrema direita acusam, sem provas, representantes dessas siglas de receber recursos ilegais do Qatar, que rejeitou as denúncias como "tão ridículas quanto perigosas".
Segundo a imprensa israelense, autoridades eleitorais pediram ao Shin Bet que investigasse as denúncias. O presidente Isaac Herzog também defendeu investigar possível financiamento estrangeiro ilegal e responsabilizar os envolvidos, caso haja provas. Ao mesmo tempo, advertiu contra a estigmatização da comunidade árabe por ter exercido seu direito de voto.
Eisenkot acusou Netanyahu e seus aliados de tentar manipular a opinião pública e pôr em dúvida a legitimidade do Parlamento. Sem descartar a possibilidade de interferência estrangeira, mencionou escândalos envolvendo assessores do premiê e o Qatar.
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"Interferência estrangeira no Estado de Israel é algo inaceitável e gravíssimo, especialmente quando se trata de um país que financia e apoia o Hamas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mundo.