Drones 'assassinos' e tropas: o que está por trás do avanço militar dos EUA na América Latina
EUA começam a mandar centenas de soldados do exército pra América Latina, diz NYT Os Estados Unidos estão enviando centenas de militares e drones para a América Latina, segundo informações divulgadas pela imprensa americana nos últimos dias.
A movimentação ocorre em meio à tentativa do governo de Donald Trump de combater o narcotráfico e ampliar a influência americana na região. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia ▶️ Contexto: Na quarta-feira (14), o jornal The New York Times informou que pelo menos 600 militares dos EUA participarão de treinamentos e exercícios com forças locais no Panamá, na Colômbia e em Honduras.
Segundo o jornal, os primeiros militares já começaram a ser enviados para um centro de treinamento no Panamá.
Depois, eles seguirão para a Colômbia, onde participarão de exercícios militares previstos para começar ainda em outubro.
Outra parte do grupo será deslocada para Honduras, também para atividades de treinamento com forças locais.
A reportagem afirmou ainda que parte dos militares poderá dar apoio a forças de operações especiais americanas que assessoram exércitos locais em ações contra suspeitos de tráfico de drogas.
A notícia foi divulgada uma semana depois de o mesmo jornal informar que os Estados Unidos estavam enviando drones MQ-9 Reaper, conhecidos como "caçadores-assassinos", para a América do Sul.
Os equipamentos foram redirecionados da África para o Equador e a Colômbia e devem ser usados em operações de combate ao narcotráfico.
Os dois países enfrentam a atuação de facções criminosas classificadas como organizações terroristas pelo governo americano. 🔎 Para o cientista político Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, os militares enviados à América Latina devem atuar principalmente como assessores de forças locais.
Segundo ele, a expectativa é que os americanos trabalhem em parceria com as Forças Armadas e as polícias dos países que aderiram ao Escudo das Américas — iniciativa de Donald Trump para combater o crime organizado na região.
O Brasil não faz parte do grupo.
Santoro avalia ainda que o envio de 600 militares americanos para a América Latina é um deslocamento pequeno diante dos objetivos anunciados pelo governo americano.
"Os militares dos Estados Unidos não estarão diretamente na linha de frente.
Quem estará ali arrombando a porta de um laboratório ou prendendo uma quadrilha vão ser os militares ou os policiais desses países", explica.
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