Comissão da ONU diz acreditar que EUA cometeram crimes de guerra durante conflito no Irã
Uma vista geral da escola atingida por um ataque em 28 de fevereiro é vista na cidade de Minab, no sul do Irã, no sábado, 5 de setembro de 2026.
Vahid Salemi/AP Especialistas em direitos humanos designados pelo principal órgão de direitos humanos da ONU afirmam ter encontrado “motivos razoáveis” para acreditar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em dois ataques no Irã, incluindo contra uma escola na cidade de Minab, no sul do país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A missão internacional de investigação sobre o Irã afirma que as conclusões se concentram em dois ataques aéreos que mataram pelo menos 178 civis, incluindo mulheres e crianças.
“Após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, a missão encontrou motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram o crime de guerra de realizar ataques indiscriminados que resultaram em mortes ou ferimentos de civis ou em danos a bens civis”, afirmou em comunicado a equipe de investigação do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
A equipe também afirmou que as mortes provocadas pelas forças de segurança do Estado no Irã ocorreram em uma “escala impressionante”.
Segundo a equipe, civis ficaram presos entre “graves violações dos direitos humanos e crimes contra a humanidade cometidos por seu próprio governo e o conflito mortal do país com os Estados Unidos e Israel”.
No início da guerra, em fevereiro, pelo menos um míssil americano atingiu a escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, segundo uma investigação da Associated Press.
Ainda não houve um balanço final do que aconteceu.
A mídia estatal iraniana afirmou que 168 pessoas morreram no ataque, a maioria delas crianças.
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