TSE: Nunes Marques diz que Brasil é referência em eleições
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta segunda-feira (17) que o Brasil é uma referência internacional na realização de eleições.
Durante uma reunião com 86 embaixadores, o ministro defendeu a urna eletrônica, assegurando que o sistema garante a transparência do pleito.
Segundo Nunes Marques, “o Brasil tornou-se, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições, e a vanguarda entre as democracias representativas contemporâneas é resultado da contínua e paulatina construção de um processo eleitoral eficiente”.
O TSE defende a urna eletrônica como garantia de transparência nas eleições brasileiras.
Kassio Nunes Marques alertou sobre os riscos do mau uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais.
As novas regras do TSE proíbem que plataformas de IA sugiram candidatos, visando a livre escolha dos eleitores.
Nunes Marques também destacou o trabalho do TSE para combater o uso indevido da inteligência artificial (IA) no processo eleitoral.
Ele ressaltou que as possibilidades de má utilização da IA em disputas eleitorais se agigantam.
“A produção de vídeos e áudios que visam manipular e disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público ou comprometer a livre formação da vontade política”, completou o ministro, evidenciando a seriedade do desafio.
Quais as regras para o uso de IA nas eleições? Em março deste ano, o TSE aprovou regras específicas sobre a utilização de inteligência artificial durante as eleições gerais, que ocorrerão em outubro.
As normas aplicam-se a todos os candidatos e partidos envolvidos no pleito.
Entre as determinações, os ministros proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitados pelos usuários, sugestões de candidatos para votar.
Essa medida visa evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores, garantindo a lisura do processo democrático.
Para combater a misoginia digital e proteger a integridade das candidatas, o TSE proibiu a publicação de postagens em redes sociais que contenham montagens envolvendo candidatas, bem como fotos e vídeos com nudez e pornografia.
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