30 anos sem Tupac Shakur: veja como foi julgado o assassinato do rapper
A morte da lenda do hip-hop norte-americano Tupac Shakur completa exatos 30 anos neste domingo (13).
O nova-iorquino ainda é um dos maiores e mais influentes rappers da história e tinha apenas 25 anos quando morreu após ser alvo de disparos durante um tiroteio em Las Vegas.
O caso segue envolto em mistério até hoje e só teve um desfecho judicial decente neste ano.
No dia 31 de agosto, Duane “Keffe D” Davis foi condenado por assassinato em primeiro grau com uso de arma letal e a intenção de promover, favorecer ou auxiliar uma organização criminosa.
Nos Estados Unidos, assassinato em primeiro grau diz respeito à categoria mais grave de homicídio, indicando que a morte foi considerada intencional e premeditada pelo júri.
Ou, no mínimo, reuniu agravantes que possam se assemelhar, aos olhos da lei do estado em que ela ocorreu, a esse nível de delito.
Leia Mais Líder de gangue planejou assassinato de Tupac, diz promotor Julgamento do assassinato do rapper Tupac começa com alegações iniciais Tupac Shakur: saiba quem é o suspeito que será julgado pela morte do cantor Davis foi a única pessoa acusada formalmente pelo assassinato.
E, embora os promotores não tenham afirmado que Davis disparou os tiros que mataram Tupac, eles o acusaram de orquestrar o crime.
A tese é de que Keffe D tenha comandado o ataque contra o rapper como retaliação a um ataque ao sobrinho dele, Orlando “Baby Lane” Anderson, que teria sido espancado pelo famoso e sua gangue.
O caso remonta a uma era em que o cenário do rap dos Estados Unidos era dominado por gangues, que se dividiam em dois grandes grupos: os rappers da Costa Leste, com foco em Nova York, e os da Costa Oeste, com foco em Los Angeles.
Do lado leste estavam nomes como Tupac Shakur; e do outro lado apareciam figuras como The Notorious B.I.G. e Sean “Diddy” Combs.
Histórico de violência Tupac tinha um histórico violento antes de se envolver na briga que resultou em sua morte.
Em 1993, ele foi acusado de atirar em dois policiais durante uma briga em Atlanta.
As acusações foram retiradas formalmente, mas, no ano seguinte, o rapper se viu alvo de um problema maior: uma fã o acusou de abusar sexualmente dela em um encontro em um hotel.
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