Motta cobra reflexão sobre erros e Alcolumbre pede pacificação após vitória de Lula
Motta e Alcolumbre parabenizam Lula e se comprometeram em apoiar o 4º governo de Lula, que encara Congresso dominado pela direita
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), reconheceram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e defenderam que o país busque a união depois da disputa.
Motta pediu que Lula faça uma avaliação de “acertos” e “erros”. Alcolumbre afirmou que cabe ao presidente “unir o Brasil”.
Os dois também cumprimentaram o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, e disseram que o Congresso estará disposto ao diálogo.
Em fala à imprensa, Hugo Motta disse que a eleição de Lula mostra que o país tem “um processo eleitoral digno de todas as homenagens”.
Na avaliação dele, o sistema eleitoral é “orgulho para o país e exemplo para o mundo”, pela segurança e pela rapidez na apuração.
O presidente da Câmara afirmou esperar que Lula reflita sobre sua trajetória: “Quero que o presidente reeleito possa fazer uma avaliação dos seus acertos, mas também dos erros cometidos”.
Motta disse que o Brasil está dividido e passou “os últimos quatro anos radicalizado”, e que a vitória dá ao presidente “uma nova oportunidade de poder conciliar o país”.
Motta disse ainda que Lula terá na Câmara e no Senado “todo o apoio necessário” para pautas voltadas a quem mais precisa, e que a relação será de “diálogo, independência e harmonia”.
Ao candidato derrotado, afirmou que Flávio Bolsonaro “cumpriu o seu papel com hombridade”.
Davi Alcolumbre afirmou que o Congresso reconhece “de forma incondicional” a vontade soberana do povo nas urnas. Ele destacou a diferença de “mais de 4 milhões de votos” e que, apesar de Lula ser reeleito com 64 milhões de votos, o presidente deve governar para todos.
“O presidente do Brasil eleito tem que governar para os 215 milhões de brasileiros”, declarou.
Segundo o presidente do Senado, a missão do reeleito é “unir o Brasil, pacificar o Brasil, fortalecer as instituições democráticas”.
Alcolumbre também disse que “não está bom o momento de agressividade” no país e que a orientação vale para o entorno e os apoiadores do presidente.
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