Investidores da FFU aceitam negociar liga única com CBF, mas impasse bilionário trava acordo
Grupo que aportou R$ 2,5 bilhões admite discutir novo modelo para o futebol brasileiro, mas tem poder de veto Os investidores da Futebol Forte União (FFU) estão dispostos a negociar com a CBF para viabilizar a criação de uma liga única no futebol brasileiro.
A possibilidade de adaptar a estrutura atual e até unir os blocos já fazia parte dos cenários considerados pelas empresas que investiram no projeto.
Entretanto, existe um obstáculo importante para um eventual acordo.
Os investidores mantêm poder de veto sobre decisões relacionadas aos direitos de transmissão, enquanto a CBF considera esse modelo incompatível com a estrutura que pretende criar para uma liga nacional.
Por que os investidores da FFU têm poder de veto? Os investidores da FFU aportaram R$ 2,5 bilhões no projeto.
Entre eles estão Sports Media Entertainment (SME), General Atlantic e XP Investimentos, que participam da estrutura empresarial montada para administrar o bloco.
O Condomínio Forte União (CFU) possui um comitê que funciona de maneira semelhante ao conselho de administração de uma empresa.
Antes de uma proposta envolvendo direitos de transmissão chegar à assembleia dos clubes, ela precisa passar pelo crivo desse comitê.
“Coloquei R$ 2,5 bilhões nesse negócio, quero ter veto em mudanças absurdas, drásticas”, explicou ao Lance! um executivo ligado a um dos investidores, que teve sua identidade preservada.
Segundo ele, o objetivo não é controlar decisões esportivas ou administrativas dos clubes.
O argumento é que os direitos de transmissão representam a fonte de receita do investimento e, portanto, mudanças nesse modelo precisam da concordância de quem colocou dinheiro no negócio.
CBF vê modelo como obstáculo para liga única É justamente essa estrutura que provoca resistência dentro da CBF.
A entidade pretende assumir um papel central na negociação comercial de uma eventual liga única e não quer que uma proposta aprovada pelos clubes possa ser bloqueada posteriormente por investidores externos.
Hoje existe uma espécie de poder compartilhado.
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