OAB vê “crise” no STF e defende apuração isenta do caso Master
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) manifestou nesta terça-feira (1°) preocupação com o que chamou de “ crise ” no STF (Supremo Tribunal Federal) e outras instituições da República, após a divulgação de conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro .
Os diálogos do empresário constam em relatório da PF (Polícia Federal), que foi tornado público pelo ministro André Mendonça , relator do caso Master no STF , nesta terça-feira (1º).
Nas mensagens obtidas no celular do empresário, há uma série de menções ao ministro Alexandre de Moraes , do STF, e também ao procurador-geral da República, Paulo Gonet .
“A OAB defende a apuração rigorosa e isenta de todos os fatos, em relação a quem quer que seja, asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência.
Esses princípios garantem a legitimidade da apuração”, afirmou a OAB.
Leia Mais: Vorcaro agradeceu "carinho" de Gonet em dia de compra do Master pelo BRB Não farei movimento que você não achar produtivo, diz Vorcaro a Moraes Vorcaro foi avisado de reunião de delegados da PF no Banco Central A entidade destacou que “se preocupa com os impactos dessa crise para o Brasil, sobretudo por envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer durante o período eleitoral”.
A nota foi assinada pelo presidente em exercício do Conselho Federal da OAB, Délio Lins e Silva Jr .
“A OAB seguirá cumprindo seu papel de defender a Constituição”, ressalta o posicionamento.
Como a CNN mostrou, a decisão Mendonça de dar encaminhamento ao relatório da PF gerou desentendimento entre o ministro e Moraes .
Uma conversa “direta, dura e ríspida” entre os dois teria ocorrido na segunda (31).
A CNN procurou a assessoria do STF sobre assunto e aguarda resposta.
De acordo com a PF, as informações colhidas no celular do ex-dono do Banco Master mostram que ele teria se reunido com Moraes presencialmente ao menos seis vezes.
O documento foi autuado no Supremo na última sexta-feira (28) e encaminhado diretamente ao gabinete de Mendonça.
Antes de determinar o envio do relatório à PGR, Mendonça conversou com Moraes e com o presidente do STF, Edson Fachin.
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