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Mobilização pró-Lula cresce nas ruas e redes antes de reação da campanha

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Mobilização pró-Lula cresce nas ruas e redes antes de reação da campanha

Enquanto o comando da campanha de Lula se reorganiza, muda rumos e coordenação depois do resultado do primeiro turno , estudantes, trabalhadores, artistas e militantes já saíram de forma organizada para a rua — e para as redes sociais — pedindo um quarto mandato para o presidente. Manifestações de médio e grande porte pipocaram nos últimos três dias no Rio de Janeiro, em Porto Alegre, em Salvador, em Brasília, no Recife, em Belém e em Santos.

Nas ruas, as manifestações têm sido organizadas por movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis. Já foram feitos ou estão na agenda mais de 40 atos puxados por alunos de universidades de 13 estados e do Distrito Federal. Na quarta-feira, no Rio, a UNE (União Nacional dos Estudantes) reuniu milhares de pessoas em uma caminhada da Candelária à Cinelândia. No mesmo dia, em Porto Alegre, foi realizada a "Plenária Aberta", com alguns milhares de militantes.

A campanha nas redes sociais também não está esperando orientações do comando petista. No estilo "faça você mesmo", artistas, intelectuais, estudantes e influenciadores digitais já dispararam um arsenal para animar os eleitores, com foco no eleitorado que se absteve de votar no primeiro turno, cerca de 33 milhões de pessoas.

O grupo 342 Artes, liderado pela produtora Paula Lavigne, também disparou sua campanha, reunindo depoimentos de artistas como Adriana Esteves, Silvero Pereira e Sophie Charlotte. Em seu perfil no Instagram, também estão sendo divulgados vídeos de criação própria, como o que afirma que Flávio Bolsonaro fará um "tesouraço" em um eventual governo, cortando recursos para programas como o Farmácia Popular.

Em um dos vídeos, o ator Angelo Antonio fala sobre os riscos de dominação dos Estados Unidos com uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o Brasil "vai virar uma Venezuela", onde o comando do petróleo foi entregue a Donald Trump.

A ameaça a direitos sociais e os riscos de perda de políticas públicas têm sido a tônica da campanha lulista, tanto dessas iniciativas independentes como do próprio QG (quartel-general) da propaganda do petista.

Entre as iniciativas avulsas, fora da campanha oficial, há até desenvolvimento de jogos. O "Super Flávio" expõe, de maneira gamificada, as denúncias feitas contra o senador desde que era funcionário da Câmara dos Deputados, em Brasília, enquanto estudava numa universidade no Rio.

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