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Infecções congênitas raras na gravidez podem triplicar o risco de autismo

Metrópoles ·
Infecções congênitas raras na gravidez podem triplicar o risco de autismo

Um novo estudo identificou que infecções congênitas – ou seja, aquelas em que um agente infeccioso é transmitido pela mãe ao feto durante a gestação – podem triplicar o risco de a criança desenvolver Transtorno do Espectro Autista (TEA) a longo prazo .

A probabilidade para o diagnóstico de deficiência intelectual foi mais de sete vezes maior.

A nova pesquisa liderada pelo Instituto Karolinska, uma universidade sueca, concentrou-se nas infecções congênitas por TORCH , uma categoria que inclui citomegalovírus, rubéola, toxoplasmose, herpesvírus e outras infecções como sífilis, HIV, zika e hepatite B.

Os resultados do trabalho foram publicados na revista JAMA Pediatrics nesta segunda-feira (21/9).

Normalmente, as infecções citadas não atingem diretamente o feto em desenvolvimento, porém, em algumas ocasiões, os patógenos podem atravessar a placenta e infectar o bebê.

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Dentre eles, 975 foram diagnosticados com infecção congênita por TORCH.

Ao todo, os participantes foram acompanhados pelos pesquisadores por até três décadas, a fim de analisar se, de fato, as infecções estavam ligadas a diagnósticos posteriores de condições do neurodesenvolvimento e impactos no desempenho educacional.

Como resultado, a prevalência de autismo entre as crianças com infecção congênita por TORCH foi cerca de três vezes maior do que entre as não afetadas, sendo que o risco de diagnóstico para o TEA nível 1 foi mais de sete vezes superior, enquanto para os níveis 2 e 3 o risco aumentou em até 30 vezes.

Apesar do risco encontrado, os pesquisadores ressaltam que infecções congênitas por TORCH são situações raras , o que, por consequência, faz com que elas representem apenas uma pequena proporção dos casos de autismo e condições do neurodesenvolvimento na população como um todo.

Por outro lado, em nível individual, estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças com infecção congênita por TORCH tenha chances de receber o diagnóstico de autismo futuramente.

Segundo os pesquisadores, este é o estudo mais abrangente a investigar a relação entre essas condições.

“Já se sabe há muito tempo que essas infecções podem causar condições do neurodesenvolvimento.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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