Após proibição de foto em campanha, Michelle usa imagem de Bolsonaro como ‘censurado’
Após a proibição do uso de imagens de Jair Bolsonaro em sua propaganda eleitoral , a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu veicular fotos com o rosto do ex-presidente coberto e identificado como “censurado” em suas peças de campanha.
Na gravação, obtida por VEJA e exibida em horário eleitoral desta terça-feira, 22, Michelle não fala o nome de Bolsonaro — chama-o de “meu marido” — e diz que o ex-presidente a incumbiu de uma missão.
A ex-primeira-dama disputa uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.
“Um dia, meu marido me disse: ‘Mi, o povo só vai se interessar por política quando entender que até o preço do botijão de gás passa pelo Congresso’.
A política feita com honestidade e justiça transforma vidas.
E essa é a missão que eu recebi dele”, afirma a ex-primeira-dama, com duas imagens ao lado de Bolsonaro com o rosto coberto.
“Como qualquer desafio e qualquer projeto que eu coloco meu nome, eu faço bem feito.
Quando eu for senadora, vocês podem cobrar isso de mim”, finaliza Michelle.
Continua após a publicidade Em outra inserção, divulgada na noite de segunda-feira, 21, a ex-primeira-dama abraça uma fotografia de Bolsonaro, cobre o rosto dele com a mão e queixa-se de ter sido proibida de mostrar a imagem em sua propaganda.
Ela ainda diz que o ex-presidente está sendo “injustamente perseguido” por ter enfrentado “poderosos” e defende que, por mais que tentem “apagar a história” de ambos, “jamais conseguirão”.
Veto às imagens e apoio A coordenação de comunicação de Michelle Bolsonaro afirma considerar a medida de proibição de peças de campanha com a imagem de Bolsonaro “um cerceamento injusto”.
O veto às imagens foi determinado na última semana pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal e atendeu a uma ação movida pela candidata do PT ao Senado pelo DF, Érika Kokay .
Continua após a publicidade De acordo com a equipe da ex-primeira-dama, a postagem de Michelle na última segunda-feira, denunciando o que classificou como “cerceamento de liberdade”, motivou manifestações de apoio, com usuários compartilhando fotos do casal ou registros pessoais ao lado do ex-presidente.
A assessoria também informou que a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) lançou a campanha “Ela não pode, mas eu posso”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.