Como Marco Rubio, crítico de Lula, insufla a escalada entre EUA e Brasil
A crise entre o governo de Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou um rosto em Washington: o do secretário de Estado americano, Marco Rubio .
Responsável pela diplomacia dos Estados Unidos, ele se tornou um dos principais interlocutores nas negociações com Brasília — e não esconde a inimizade com o petista.
O próprio Lula já reconheceu o peso de Rubio na condução da relação bilateral.
Em meio às negociações com Washington, o presidente brasileiro reclamou que o secretário de Estado “faz as coisas diferente daquilo que a gente conversa com Trump”.
A declaração expôs uma diferença na estratégia americana: embora o presidente americano mantenha aberta a possibilidade de um diálogo direto com o Planalto, Rubio assumiu parte importante da interlocução e da pressão sobre o governo brasileiro.
A influência do secretário, porém, vai muito além do Brasil.
Filho de imigrantes cubanos e conhecido por sua postura anticastrista, Rubio construiu a carreira política com forte atuação sobre a América Latina.
Antes de chegar ao Departamento de Estado, foi senador pela Flórida por mais de uma década e se tornou uma das principais vozes republicanas sobre a região.
Nesse período, fez do combate aos regimes esquerdistas de Cuba , Venezuela e Nicarágua uma das marcas de sua atuação.
Segurança nacional No segundo mandato de Trump, essa experiência ganhou uma dimensão inédita.
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