Inflação ao produtor (PPI) nos EUA sobe no maior avanço desde 2022
O índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos subiu 1,3% em setembro na comparação com o mês anterior, maior avanço desde a alta de 1,7% registrada em março de 2022, segundo dados divulgados há pouco pelo Departamento do Trabalho.
Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam um aumento de 0,6%.
O PPI de agosto foi revisado para cima, de 0,4% para 0,5%.
No acumulado de 12 meses, o PPI teve alta de 6,3% em setembro, após o avanço de 5,6% em agosto e acima do consenso de 5,5%.
O índice registrou o maior aumento em 12 meses desde a alta de 6,4% observada em dezembro de 2022.
O núcleo do PPI, que exclui os itens mais voláteis como os preços de energia e alimentos, avançou 0,7% em setembro em base mensal, acima da previsão do mercado de 0,3%.
Por que esse dado importa? O PPI mede a variação média dos preços recebidos pelos produtores de bens e serviços, funcionando como um indicador antecedente da inflação ao consumidor, já que o aumentos de custos na produção costumam ser repassados ao longo da cadeia até chegar ao consumidor final.
Embora o Fed tenha como principal referência o índice de gastos com consumo (PCE), o indicador também entra no radar para entender a dinâmica inflacionária americana, já que o PPI ajuda economistas e investidores a anteciparem tendências para os próximos indicadores.
Vale destacar que ontem (14) o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) do país veio em linha com o esperado, mas com avanço no núcleo, que veio ligeiramente acima das estimativas.
Para Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, os dados reforçam as preocupações com a persistência das pressões inflacionárias por lá.
"A leitura mais forte do CPI elevou a preocupação com novos aumentos dos juros nos Estados Unidos, embora a manutenção das taxas na reunião de outubro ainda seja considerada uma possibilidade relevante.
Juros americanos elevados por mais tempo tendem a pressionar os ativos de risco e dificultar as condições financeiras para mercados emergentes", diz ele.
Com informações do Valor PRO, serviço de notícia em tempo real do Valor Econômico.
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