Marrocos intercepta migrantes que tentavam ir a Ceuta e expulsa jornalistas
Na manhã deste sábado (15), a polícia de choque marroquina interceptou mais de 100 migrantes, a maioria da África Subsaariana, que tentavam chegar à fronteira de Ceuta. Ao menos 61 pessoas foram presas. As informações são do jornal El País.
Polícia encurralou os imigrantes a cerca de três quilômetros da fronteira, antes de transportá-los à força de ônibus. As autoridades também ordenaram que jornalistas da EFE e da TVE deixassem a cidade fronteiriça de Fnideq, uma zona montanhosa, onde as tentativas de travessia para Ceuta começaram por volta das 6h da manhã.
Os jornalistas estavam cobrindo uma ação da polícia de choque marroquina. Os policiais dispersavam os migrantes com gás lacrimogêneo e cassetetes, segundo a imprensa. Durante a cobertura, o principal representante local do Ministério do Interior, Youssef Hajji, disse ao correspondente da EFE que precisava deixar a cidade imediatamente, sem oferecer qualquer explicação para a decisão.
O funcionário marroquino simplesmente afirmou que estava "cumprindo ordens". O jornalista da EFE testemunhou o representante do governo transmitindo a mesma ordem à equipe da TVE. Hajji alertou os jornalistas espanhóis de que suas credenciais de imprensa e equipamentos poderiam ser confiscados caso não deixassem Castillejos.
Uma grande operação de segurança está em andamento nas proximidades da passagem de fronteira. Em Melilla, a fronteira permaneceu calma e sem incidentes nas últimas horas, embora com uma presença policial maior do que o habitual.
Duas semanas após a entrada de mais de 70 mil pessoas vindas do Marrocos, Ceuta ainda não voltou à normalidade. As autoridades da cidade autônoma indicam que existem cerca de 5 mil imigrantes irregulares nas ruas, que não podem ser acolhidos.
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