O desafio não é o consumo da IA, mas como criar infraestrutura eficiente
A inteligência artificial tem uma materialidade que muitas vezes passa despercebida.
Por trás de uma pergunta feita a um chatbot, de uma imagem gerada em segundos ou de um algoritmo capaz de analisar milhões de dados existe uma infraestrutura física cada vez maior — e que precisa de energia para funcionar e de sistemas eficientes para controlar o calor gerado pelo processamento.
É por isso que a expansão da IA trouxe os data centers para uma discussão que vai muito além da tecnologia.
Quanto essa infraestrutura vai consumir? Há energia suficiente para sustentar seu crescimento? E qual será o impacto sobre recursos como a água? São perguntas legítimas.
O problema começa quando tentamos respondê-las a partir de uma premissa simplificadora: a de que mais data centers significam, necessariamente, um aumento proporcional no consumo de recursos naturais.
Não é tão simples! Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a demanda global de eletricidade dos data centers cresceu 17% em 2025 e deve praticamente dobrar até 2030, passando de cerca de 485 TWh para aproximadamente 950 TWh.
É uma expansão significativa e que não deve ser minimizada.
Mas ela também nos obriga a fazer uma pergunta mais importante: que tipo de infraestrutura queremos construir para atender a essa demanda? A inteligência artificial está mudando o desafio de engenharia dos data centers.
Servidores cada vez mais potentes concentram maior capacidade de processamento em espaços menores e, consequentemente, geram mais calor.
Isso torna a refrigeração uma decisão estratégica.
Escolher entre sistemas baseados em ar, refrigeração evaporativa ou circuitos fechados deixou de ser apenas uma questão técnica.
A decisão influencia consumo de energia, necessidade de água, custos operacionais e até a escolha da região onde uma instalação será construída.
Energia e água, portanto, já não podem ser analisadas separadamente.
Durante muitos anos, a indústria utilizou principalmente o PUE (Power Usage Effectiveness) para medir a eficiência energética de um data center.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.