Campinas adota cordão para identificar pessoas com Parkinson e garantir atendimento preferencial
Pacientes com Doença de Parkinson desconhecem que há estratégias para auxiliar quem enfrenta dificuldades para andar Steve Buissinne para Pixabay Campinas (SP) instituiu o Cordão Tulipa Vermelha para identificar pessoas com doença de Parkinson ou outros distúrbios do movimento.
A lei foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (24) e já está em vigor. 🌷 O cordão poderá ser usado em estabelecimentos públicos e privados para sinalizar, de forma discreta, que a pessoa apresenta uma restrição motora e pode precisar de atendimento preferencial, ajuda para se locomover ou atenção especial.
O uso do Cordão Tulipa Vermelha será facultativo e também poderá ser feito por acompanhantes e responsáveis.
A lei determina que o acessório não será obrigatório para que pessoas com Parkinson ou outros distúrbios do movimento tenham acesso a direitos e benefícios já garantidos.
Segundo a legislação, o cordão poderá ser usado para: sinalizar restrições motoras aos funcionários de estabelecimentos; evitar constrangimentos relacionados à condição ou à variação dos sintomas; garantir atendimento preferencial; facilitar a oferta de ajuda para locomoção; solicitar atenção especial durante procedimentos de segurança; favorecer a autonomia e a inclusão das pessoas que utilizam o acessório.
Tremor nas mãos: quando é Parkinson? Como funciona o Cordão Tulipa Vermelha? O Cordão Tulipa Vermelha será branco, estampado com desenhos de tulipas vermelhas, e terá 2 centímetros de largura e 85 centímetros de comprimento.
O acessório deverá ser acompanhado por um cartão de identificação com informações pessoais e sobre a condição de saúde do usuário.
O crachá deverá conter: nome completo; endereço; telefone de responsável ou contato de emergência; identificação da doença pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10); restrições motoras; uso de acessórios; restrições a medicamentos; informação sobre implante de eletrodo de estimulação cerebral profunda (DBS), quando houver, e a data da cirurgia.
A lista de medicamentos usados pela pessoa também poderá ser incluída, mas não será obrigatória.
Imagem ilustrativa do Cordão Tulipa Vermelha Prefeitura de Campinas/Reprodução Quem poderá usar o cordão para Parkinson em Campinas? O Cordão Tulipa Vermelha poderá ser usado por pessoas com doença de Parkinson ou outros distúrbios do movimento, além de acompanhantes e responsáveis.
LEIA TAMBÉM: Diagnosticada aos 24 anos, jovem convive com doença rara que causa síndrome que 'imita' o Parkinson Anvisa aprova medicamento para pacientes com Parkinson avançado que não respondem mais a comprimidos Parkinson pode começar nos rins e não no cérebro, aponta estudo Para obter o cartão de identificação, será necessário apresentar documentos que comprovem a condição.
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