TRE-MG mantém vídeo sobre prisão e inquéritos de Ben Mendes no ar
O TRE-MG rejeitou o pedido de Ben Mendes (Missão), candidato ao governo de Minas, para responder a um vídeo de Gabriel Azevedo (MDB) e manteve a publicação no ar.
Ben Mendes alegou que o vídeo de Azevedo trazia informações falsas sobre seu passado. Ele questionou uma foto em que aparece com uma placa do sistema prisional e afirmou que a imagem teria sido criada por inteligência artificial.
O juiz Jair Francisco dos Santos concluiu que os documentos exibidos no vídeo não configuram informação falsa. O MPE (Ministério Público Eleitoral) também se manifestou contra o pedido, sob o argumento de que candidatos ao governo do Estado estão sujeitos ao debate público sobre fatos de seu passado.
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Antes de julgar o caso, o juiz já havia rejeitado um pedido de Mendes para retirar a publicação. O vídeo foi disponibilizado em 8 de setembro e tem cerca de 28 minutos. Ainda cabe recurso.
Um documento da Polícia Civil de Minas Gerais apresentado no processo registra que Mendes foi preso em Itambacuri (MG) em 2015. Ele deixou a prisão no dia seguinte após pagar fiança e fez posteriormente um acordo com a Justiça, que encerrou o caso.
O material também cita um registro de 2019 por difamação e 14 boletins de ocorrência levantados pela polícia em julho de 2025. Os casos mencionam suspeitas de ameaça, calúnia, desacato e briga, mas não representam condenações e parte das investigações segue em andamento.
O caso mais recente citado é um inquérito de fevereiro de 2026, no qual Mendes é investigado por violência psicológica contra uma mulher. Há ainda dois inquéritos por perseguição e por ameaça, calúnia e desacato, e o juiz ressaltou que investigação não equivale a culpa.
A defesa de Azevedo disse que os anos de 2025 a 2028 exibidos no vídeo organizam visualmente os 14 registros. Sobre a foto, o juiz considerou insuficiente o relatório de Mendes, pois o documento não identificava quem fez a análise nem o método usado.
Em um vídeo publicado ontem no Instagram, o candidato respondeu à publicação de Azevedo. Segundo ele, a prisão em Itambacuri foi injusta e ocorreu após entrar em uma delegacia para pedir informações e ser acusado de desacato, de se passar por advogado e de se recusar a apresentar documentos.
Mendes também negou ter agredido uma mulher. Segundo o candidato, o boletim de ocorrência foi registrado falsamente após uma reportagem sobre o estabelecimento dela. Ele afirmou que, na ocasião, foi agredido pela mulher, que teria dado uma cadeirada nele, além de mordê-lo, quebrar umq luminária e rasgar sua camisa.
Mendes questionou por que Azevedo teria dedicado 27 minutos de propaganda a um candidato que chamou de "sem relevância". Ele citou sua atuação na "Ronda do Consumidor" e disse que já denunciou políticos, empresas e juízes. Mendes afirmou que não responderia com "baixaria" e que apresentaria propostas para Minas Gerais.
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