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Testes de radares que calculam velocidade média em rodovias do Paraná são suspensos, afirma ANTT

Por Redação 5News · · com informações de G1
Testes de radares que calculam velocidade média em rodovias do Paraná são suspensos, afirma ANTT

Agência Nacional de Transportes Paralysa testes de radares de velocidade média no Paraná

A Agência Nacional de Transportes Terrestres pausou os testes de uma nova tecnologia de fiscalização de velocidade em trechos de rodovias paranaenses. Segundo a ANTT, a interrupção ocorre para que sejam realizadas análises técnicas e ajustes nos procedimentos operacionais, com foco especial nas orientações de sinalização que precisam ser aprimoradas e na melhoria da comunicação com os usuários das vias.

A medida reafirma que nenhuma multa foi aplicada a motoristas durante o período em que o sistema funcionava. O objetivo agora é refinar o projeto antes de sua possível implementação em escala maior. Os testes foram inicialmente programados para 13 trechos de rodovias em diferentes regiões do estado.

Características da suspensão e justificativa da ANTT

A suspensão temporária foi divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres como parte de um processo de refinamento do projeto. De acordo com a ANTT, o sistema requer melhorias em dois eixos principais: primeiro, a infraestrutura de sinalização nas vias onde os equipamentos seriam testados precisa de ajustes para deixar claro aos motoristas que estão em uma área sob monitoramento; segundo, a comunicação com os usuários das rodovias necessita ser ampliada para que entendam melhor como funciona essa nova fiscalização.

A decisão reflete uma abordagem cautelosa em relação à introdução de novas tecnologias no trânsito. Antes de expandir o uso do sistema, a ANTT quer garantir que motoristas estejam bem informados e que a infraestrutura ofereça suporte adequado aos equipamentos.

Onde os testes aconteceriam

Os trechos selecionados para os testes estavam distribuídos pela malha rodoviária estadual paranaense, abrangendo rodovias federais e estaduais. Na BR-277, o primeiro trecho seria a descida da Serra do Mar em Morretes, do quilômetro 41 ao 33, totalizando oito quilômetros sob administração da EPR Litoral Pioneiro. Em Guarapuava, havia previsão de teste entre os quilômetros 350,9 e 354,2, com extensão de 3,3 quilômetros, sob responsabilidade da EPR Iguaçu.

Outros segmentos na mesma rodovia incluíam um trecho entre Laranjeiras do Sul e Nova Laranjeiras, do quilômetro 457,3 ao 476,9, totalizando 19,6 quilômetros. Havia também dois trechos entre Cascabel e Santa Tereza do Oeste, ambos com 3,5 quilômetros cada, e um segmento em São Miguel do Iguaçu, entre os quilômetros 685,4 e 689, com 3,6 quilômetros de extensão.

Na BR-376, os testes ocorreriam entre Mauá da Serra e Ortigueira, do quilômetro 304 ao 309, com cinco quilômetros. Havia previsão também para um segmento em Tibagi, entre os quilômetros 430 e 435, e outro entre Tibagi e Ponta Grossa, do quilômetro 441 ao 446, ambos com cinco e quatro quilômetros respectivamente, sob gerência da Motiva Paraná.

A BR-163 contava com um trecho em Capitão Leônidas Marques, do quilômetro 151,4 ao 139,9, totalizando 11,5 quilômetros. Nas rodovias estaduais, o projeto incluía a PR-151 entre Carambeí e Ponta Grossa, do quilômetro 306 ao 315, com nove quilômetros; a PR-444 em Arapongas, do quilômetro 17 ao 24, com sete quilômetros; e a PR-862 em Ibiporã, do quilômetro 2 ao 10, com oito quilômetros.

Como funciona a tecnologia de velocidade média

O sistema de fiscalização por velocidade média opera de maneira fundamentalmente diferente dos radares tradicionais conhecidos pelos motoristas brasileiros. Em vez de medir a velocidade em um único ponto fixo, essa tecnologia instala dois equipamentos de detecção em cada trecho de via, mantendo uma distância de alguns quilômetros entre eles.

O funcionamento é baseado em um cálculo matemático simples: os dois radares registram o momento em que um veículo passa por cada ponto, e essas informações são cruzadas para determinar o tempo total que o motorista levou para percorrer aquela distância. A partir desse intervalo de tempo e da extensão do trecho, calcula-se a velocidade média do deslocamento e verifica-se se está dentro do limite permitido para aquela rodovia.

Essa abordagem tecnológica tem uma implicação prática importante: torna inútil a tática comum de motoristas que freiam especificamente diante de um radar fixo e voltam a acelerar logo após passar por ele. Como a medição abrange todo o trecho entre os dois pontos, não adianta desacelerar em um local específico se a velocidade média do percurso ainda estiver acima do permitido.

Contexto e diferenças em relação aos radares convencionais

Os radares convencionais instalados em diferentes pontos das rodovias brasileiras medem a velocidade instantânea de um veículo no momento exato em que passa por aquele local. Essa medição pontual permite que motoristas adaptem seu comportamento em trechos específicos, reduzindo a velocidade apenas quando sabem que há um equipamento de fiscalização.

A tecnologia de velocidade média surge como uma resposta a essa limitação, buscando desestimular a prática de aceleração entre os radares e promover uma condução mais uniforme e segura ao longo dos trechos de rodovia. Estudos sobre segurança viária em diversos países apontam que a velocidade média de um trajeto está mais associada à redução de acidentes do que a leitura de velocidade em pontos isolados.

A implementação dessa tecnologia no Paraná representa um passo em direção à modernização dos sistemas de fiscalização do Estado. O Brasil tem explorado diferentes abordagens tecnológicas para melhorar a segurança nas rodovias, e o teste em ambiente controlado permite avaliar a efetividade e aceitação da população antes de decisões sobre expansão.

O que acompanhar

O primeiro ponto a observar será o cronograma da ANTT para retomar os testes após a conclusão das análises técnicas e ajustes de sinalização. A agência não estabeleceu data específica para a retomada, o que será informação importante para acompanhar eventuais anúncios futuros.

Outro aspecto relevante será como a comunicação melhorada aos usuários será implementada. Isso pode incluir placas de sinalização, campanhas informativas ou outras medidas que tornem claro aos motoristas que um trecho está sob monitoramento de velocidade média.

A avaliação dos resultados dos testes, quando retomados, também será crucial. A ANTT divulgará dados sobre comportamento de motoristas, redução de velocidade média nos trechos e possível impacto na segurança, o que poderá informar decisões sobre expansão da tecnologia para outras rodovias do Paraná e potencialmente do Brasil.

Principais pontos:

• A ANTT suspendeu temporariamente os testes de radares de velocidade média no Paraná para realizar ajustes técnicos e melhorar a sinalização e comunicação com motoristas.

• O sistema funciona instalando dois radares a alguns quilômetros de distância um do outro, calculando a velocidade média do veículo no trecho em vez de medir em um ponto fixo.

• Os testes estava previstos para 13 trechos de rodovias federais e estaduais distribuídos em diferentes regiões do Paraná, com extensões variando de 3,3 a 19,6 quilômetros.

• Nenhum motorista recebeu multa durante o funcionamento do sistema, e a ANTT busca refinar o projeto antes de possível expansão futura.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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