Justiça solta acusados pela morte do ex-vereador Ezinho Construção em Alagoinha
Vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como Ezinho Construção, foi assassinado em agosto de 2025 Reprodução A Justiça determinou a soltura dos investigados pelo assassinato do vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como "Ezinho Construção", em Alagoinha, no Agreste de Pernambuco.
A decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) foi proferida na sexta-feira (9).
Com a decisão, o vereador suplente Marcos André dos Santos, conhecido como Marcos de Esmeralda, voltou a exercer o mandato na Câmara Municipal, sob monitoramento eletrônico, segundo informações dos advogados que representam a família da vítima.
De acordo com o advogado Weryd Simões, que atua na assistência de acusação, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a autoridade policial responsável pela investigação e a família da vítima haviam se manifestado contra a soltura dos investigados.
Ezinho Construção foi assassinado a tiros na manhã de 26 de abril de 2025, em Alagoinha.
Na época da investigação, a Polícia Civil apontou o vereador Marcos de Esmeralda como possível mandante do crime.
A principal hipótese investigativa era a de que o homicídio teria sido encomendado para que o suplente assumisse a vaga ocupada pela vítima.
A Polícia Civil de Pernambuco informou que o inquérito policial foi concluído e remetido ao Ministério Público.
O g1 procurou a defesa dos investigados para comentar a decisão judicial, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco também foi procurado, mas não se posicionou até a publicação.
Prisão dos investigados Delegado contou detalhes da prisão de suspeitos de envolvimento em morte de vereador Em entrevista concedida ao g1 quando os investigados foram presos, o delegado Walkis Pacheco, responsável pela investigação, afirmou que Marcos de Esmeralda e a esposa, Roseni Patricia de Moraes, não eram apontados como participantes diretos da execução, mas teriam interferido no andamento das apurações, conforme os elementos reunidos pela polícia naquele momento.
Ainda segundo o delegado, Ruben Nelson Alves de Oliveira era apontado como possível intermediador da contratação do executor.
Na ocasião, o delegado afirmou que testemunhas relataram que Ruben comentava sobre trazer uma pessoa de São Paulo para matar a vítima.
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