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Da Guiné ao profissional do Atlético-MG: como Mamady Cissé conquistou espaço no Galo

Esporte News Mundo ·
Da Guiné ao profissional do Atlético-MG: como Mamady Cissé conquistou espaço no Galo

A mais de 5 mil quilômetros de sua terra natal, Mamady Cissé encontrou no Atlético-MG a oportunidade de transformar o sonho de jogar futebol profissional em realidade.

Natural da Guiné, o meio-campista chegou ao Brasil em 2025, aos 18 anos, e precisou superar desafios que iam muito além das quatro linhas para conquistar espaço no clube mineiro.

Descoberto por observadores do Galo durante um torneio disputado na Nigéria, no fim de 2024, o jogador foi incorporado inicialmente à equipe sub-20.

A adaptação envolveu uma nova cultura, mudanças na alimentação, aprendizado de outro idioma e um intenso processo de desenvolvimento físico.

Mais de um ano depois, Cissé passou a integrar com frequência o elenco profissional e se tornou uma opção para a comissão técnica.

Adaptação longe da família e evolução física A barreira linguística foi um dos primeiros obstáculos enfrentados pelo guineense em Belo Horizonte.

Sem falar português, Cissé recebeu o auxílio do professor de francês e tradutor Benjamin Lelaidier, que o acompanhou durante seis meses e o ajudou tanto nos treinamentos quanto nas situações do cotidiano.

A assistência foi importante para tarefas simples, como pedir comida e abrir uma conta bancária.

Fora do ambiente profissional, o Atlético-MG também buscou facilitar a integração do jogador, que estava longe da família.

Companheiros de equipe contribuíram para sua adaptação com passeios pela cidade e convites para refeições em suas casas.

Mesmo sem dominar o idioma, Cissé conquistou a simpatia de funcionários e atletas da Cidade do Galo.

O comportamento chamou a atenção de Leandro Zago , ex-técnico da equipe sub-20, que acompanhou de perto os primeiros passos do meio-campista no Brasil.

“ Uma coisa que sempre chamou atenção dele é que, mesmo quando ele não falava a língua, era muito querido pelos meninos do CT e pelos funcionários, sempre foi muito simpático “, contou Zago à ESPN .

O desenvolvimento físico também exigiu atenção especial.

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