Polícia apura se menino de 3 anos foi morto para atingir a mãe
A Polícia Civil do Tocantins investiga se Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi morto em Palmas para causar sofrimento à mãe — hipótese que pode configurar vicaricídio. O pai e a madrasta da criança estão presos preventivamente.
Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira são investigados por vicaricídio. Segundo a TV Anhanguera, a polícia apura se as agressões contra Gustavo tiveram como objetivo atingir a mãe do menino.
A decisão que decretou as prisões destacou ameaças anteriores contra a mãe de Gustavo. Segundo a TV Anhanguera, o juiz Cledson Nunes também considerou que o menino estava sob os cuidados exclusivos do pai e da madrasta no período em que as agressões teriam ocorrido.
A SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirma que o enquadramento jurídico ainda não está definido. Em resposta ao UOL , a pasta informou que o inquérito não foi concluído e corre sob sigilo. A conduta atribuída a cada investigado será detalhada somente após o fim das investigações.
Igor é apontado como o principal suspeito da morte e investigado por homicídio qualificado e tortura. A polícia havia informado que não encontrou evidências da participação direta de Kathellen nas agressões, mas apura se ela se omitiu ao não impedir o resultado.
Vicaricídio é o homicídio de um filho ou de outra pessoa ligada a uma mulher com o objetivo de causar sofrimento, puni-la ou controlá-la.
O crime foi incluído na legislação brasileira pela Lei nº 15.384/2026, sancionada em abril. A norma também passou a reconhecer expressamente a violência vicária na Lei Maria da Penha.
A pena prevista para o vicaricídio é de 20 a 40 anos de prisão. A punição pode ser aumentada de um terço até a metade quando a vítima é criança ou adolescente.
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