Filho de Jango lança livro com investigação inédita a sobre morte do ex-presidente
A Matrix Editora lança, em novembro, As duas mortes de Jango — O crime que a ditadura tentou esconder.
O livro é escrito por João Vicente Goulart, filho do ex-presidente, em parceria com o jornalista Alex Solnik.
No livro, a dupla conclui: “Jango não morreu de causas naturais.
Foi envenenado”.
Oficialmente, João Goulart morreu de causas naturais na Argentina em 6 de dezembro de 1976.
A obra, baseada em diferentes documentos, desconstrói essa versão.
“Durante quase meio século, a morte de João Goulart permaneceu cercada por dúvidas.
A versão oficial atribuiu seu fim a um infarto fulminante, ocorrido em 6 de dezembro de 1976, em sua fazenda na Argentina.
A ausência de autópsia, a vigilância exercida pelas ditaduras do Cone Sul e os testemunhos surgidos posteriormente alimentaram a suspeita de assassinato.
Mas nenhum livro havia avançado até a conclusão apresentada nesta obra: Jango não morreu de causas naturais.
Foi envenenado”, diz a obra.
Continua após a publicidade Em As duas mortes de Jango , documentos até hoje dispersos, reportagens da época, depoimentos, investigações judiciais e o manuscrito de um integrante do serviço secreto uruguaio são reunidos e confrontados para reconstituir os últimos anos do presidente deposto.
“O livro mostra como agentes acompanharam seus deslocamentos, aproximaram-se de sua rotina e adulteraram os medicamentos que ele utilizava, introduzindo comprimidos preparados para provocar uma parada cardíaca e fazer o crime parecer uma morte decorrente dos problemas de saúde de João Goulart”, diz a obra.
Continua após a publicidade A investigação revela os bastidores da chamada Operação Escorpião, articulada dentro da estrutura repressiva da Operação Condor.
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