Curso na UFMT vai formar 1ª turma de professores Xavante para atuar nas aldeias
A graduação será oferecida pelo Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) e busca formar professores para atuar nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
UFMT/Divulgação A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Barra do Garças, terá o primeiro curso de formação superior de professores indígenas da região.
A Licenciatura Intercultural Indígena, aprovada pelo Ministério da Educação (MEC), tem previsão de início em 2027 e oferecerá 50 vagas para integrantes do povo A'uwẽ Uptabi, conhecido como Xavante.
A graduação será oferecida pelo Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) e busca formar professores para atuar nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, com uma proposta que une conhecimentos acadêmicos e saberes tradicionais indígenas.
A criação do curso atende a uma reivindicação do povo Xavante, que, segundo o coordenador do Território Etnoeducacional Xavante, Xisto Tserenhiru, precisa se deslocar para longe de suas comunidades para ter acesso à formação superior.
“É um fato histórico para o povo Xavante”, afirmou Xisto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Ao g1, Xisto contou que a proposta também busca fortalecer a formação dentro do próprio território indígena e promover uma troca de conhecimentos entre a universidade e as comunidades.
“A troca esperada é o trabalho de ambas as partes na sua construção, nos conhecermos acadêmicos e conhecermos ancestrais”, afirmou o coordenador.
O projeto começou a ser elaborado em 2017, após uma reivindicação formal apresentada por representantes indígenas à universidade.
A proposta, no entanto, ficou parada por falta de recursos financeiros e foi retomada posteriormente, após articulações entre o movimento indígena e o Ministério da Educação.
Formação dentro e fora da universidade Terra Indígena Marãiwatsédé, do povo xavante, em Mato Grosso.
BBC/ ADRIANO GAMBARINI/OPAN Com duração de quatro anos, o curso será organizado pela chamada pedagogia da alternância, que divide a formação entre o tempo na universidade e atividades nas próprias aldeias.
No período chamado de “tempo escola”, os estudantes terão aulas presenciais concentradas no campus da UFMT, em Barra do Garças.
Já no “tempo comunidade”, desenvolverão estágios, atividades pedagógicas e projetos de extensão nas aldeias.
A graduação terá duas habilitações: Linguagens e Humanidades e Ciências da Natureza e Matemática.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.