TSE também suspende no rádio propaganda de Lula sobre “currículo” de Flávio
A ministra Estela Aranha , do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) , ampliou para o rádio a suspensão de uma propaganda eleitoral do presidente Lulat (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à Presidência da República.
A peça, intitulada “Currículo de Flávio Bolsonaro” , afirma que o senador foi “funcionário fantasma” durante sua trajetória no serviço público.
O conteúdo já havia sido retirado da televisão por decisão da ministra no domingo (30) .
Na nova decisão, Estela estendeu a liminar às inserções veiculadas no rádio.
A medida atende a uma representação apresentada por Flávio contra Lula, o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin e a coligação Brasil Pronto Pra Mais .
O senador alega que a propaganda divulga informações falsas ou gravemente descontextualizadas sobre ele.
Leia Mais Congresso avalia reflexos da crise entre Mendonça e Moraes; entenda Lula recebeu Gilmar no Planalto em meio à crise envolvendo Moraes e Vorcaro STF ignora mensagens de Vorcaro a Moraes em primeira sessão do plenário Além de chamá-lo de “funcionário fantasma” , a peça afirma que Flávio está “denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha” e que foi “ flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master” .
Ao suspender a propaganda, Estela afirmou que o conteúdo ultrapassa os limites da crítica política ao apresentar os episódios de forma que pode induzir o eleitor a erro sobre a existência e o significado dos fatos.
A ministra destacou em especial a referência ao caso das rachadinhas.
Segundo ela, uma denúncia foi de fato apresentada contra Flávio, mas o processo foi posteriormente arquivado.
Para a relatora, afirmar que o candidato “está denunciado” , no presente, transmite a falsa impressão de que ele ainda responde pelas acusações.
“A propaganda, portanto, passa ao eleitor a falsa informação no sentido de que o candidato estaria presentemente denunciado por crimes gravíssimos, situação que não corresponde com a realidade e que caracteriza grave descontextualização”, escreveu a ministra na decisão.
Estela ressaltou que a decisão é preliminar e não representa conclusão definitiva sobre a veracidade de cada episódio citado na propaganda.
Segundo ela, o que está em análise é se a forma escolhida para apresentar os fatos ultrapassou os limites da crítica político-eleitoral e entrou no campo da desinformação.
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