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Pelo menos 400 pessoas foram presas em protestos na França, diz ministro

CNN Brasil ·
Pelo menos 400 pessoas foram presas em protestos na França, diz ministro

Pelo menos 400 pessoas foram presas nos protestos realizados na França, informou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, acrescentando que as manifestações deste sábado (17) reuniram cerca de 550 mil pessoas.

Nuñez afirmou que muitas das prisões foram realizadas em flagrante e que a polícia vai trabalhar junto ao Judiciário para responsabilizar criminalmente as pessoas nos próximos dias.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “não há espaço para violência em nossa república”.

Leia Mais: Zelensky critica suspensão de sanções à Rússia por Trump: “equivocada” Manifestantes protestam contra políticas de Trump e incentivam voto nos EUA Trump culpa assessores por estratégia dos republicanos para eleição Em publicação na rede social X, Macron afirmou que as pessoas que atacaram ou danificaram prefeituras e estabelecimentos comerciais serão “processadas e punidas”.

O presidente francês também disse que o país deve permanecer unido “contra os semeadores do caos, que buscam apenas derrubar instituições” e “impedem que aqueles que expressam pacificamente suas reivindicações possam fazê-lo”.

Mais cedo, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, disse que “ninguém vai impor agenda política por meio da violência” .

“Manifestações pacíficas têm seu lugar legítimo em nossa República.

Incêndios criminosos, saques e ataques, não”, escreveu ele em uma publicação no X, acusando “grupos de extrema-esquerda” de orquestrar a “violência em várias cidades francesas”.

“Em um momento em que alguns tentam desacreditar nossas forças de segurança, quero dizer ao povo francês que ele pode se orgulhar de seus policiais e gendarmes.

Eles enfrentaram violência de extrema intensidade para proteger nossos concidadãos e merecem nosso total apoio”, continuou.

Onda de protestos Milhares de pessoas foram às ruas em Paris neste sábado, enquanto dezenas de milhares de cidadãos — indignados com o aumento dos custos de vida e a deterioração dos serviços públicos, realizavam manifestações por todo o país.

Um grande contingente policial foi mobilizado no centro de Paris, especialmente nas proximidades de pontos turísticos como a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo, locais que ficaram de fora dos trajetos de duas manifestações autorizadas.

Manifestantes vestindo coletes de alta visibilidade bloquearam vias, remetendo ao movimento dos “Coletes Amarelos”, que marcou o mandato anterior do presidente Emmanuel Macron.

Os protestos na França começaram no mês passado em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris, onde a indignação com a falta de professores e as instalações precárias evoluiu para um movimento mais amplo, focado na desigualdade, nos gastos públicos e no padrão de vida.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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