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Transparência não é alarmismo: comunicar o nuclear exige clareza e rigor

CNN Brasil ·

Em situações de ocorrência, informar com simplicidade é essencial .

Mas linguagem acessível não pode ser confundida com omissão, imprecisão técnica ou tentativa de controlar a informação.

Poucos setores dependem tanto da confiança pública quanto o nuclear.

E essa confiança é testada justamente quando algo sai da rotina e a sociedade quer saber o que aconteceu, quais são os riscos, o que está sendo feito e quem acompanha a situação.

Não por acaso, a transparência é princípio recorrente nas orientações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para a comunicação nuclear.

Em situações de emergência nuclear ou radiológica, a Agência recomenda informações tempestivas, verdadeiras, claras e apropriadas ao público, além de coordenação entre as instituições envolvidas.

Há outro ponto igualmente importante: comunicar uma ocorrência exige situá-la em sua real dimensão.

Isso implica informar com clareza o que aconteceu, o que já se sabe, o que ainda está sendo apurado e quais medidas estão em curso, sem minimizar os fatos nem lhes atribuir uma gravidade que as evidências não sustentam.

A comunicação de risco deve oferecer ao público elementos para compreender a situação.

A experiência internacional mostra que a comunicação de risco deve oferecer ao público elementos suficientes para compreender a situação e avaliá-la com clareza.

A credibilidade institucional também se constrói a partir desse equilíbrio entre transparência, precisão e proporcionalidade.

É nesse ponto que surge um equilíbrio nem sempre simples: como comunicar de maneira acessível sem perder precisão? A resposta não está em escolher palavras menos incômodas.

Está em comunicar melhor.

Linguagem simples não significa linguagem imprecisa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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