Produtor, veja como se proteger ao pedir alongamento rural
Caro produtor, já sabemos que o alongamento rural é um direito seu, desde que estejam preenchidos os requisitos previstos no Manual de Crédito Rural.
Nesse momento é importante tratar de um problema que acontece na prática: o banco, muitas vezes, não analisa o pedido como deveria, não responde de forma clara e ainda tenta transformar o alongamento em uma renegociação comum, como se estivesse fazendo um favor ao produtor.
É aí que mora o risco.
Um dos requisitos para discutir o alongamento, especialmente quando isso vira um processo, é demonstrar que o produtor procurou o banco, apresentou sua dificuldade, entregou documentos e não recebeu uma resposta adequada.
O problema é que o banco nem sempre nega expressamente.
Às vezes, manda procurar a agência, responde por WhatsApp, pede documentos sem formalizar, diz que “o sistema não permite”, apresenta uma proposta qualquer ou simplesmente deixa o pedido parado.
Depois, no processo, esse mesmo banco pode alegar que nunca negou o alongamento, que o produtor não apresentou os documentos necessários ou que havia uma negociação em andamento.
Por isso, o produtor não pode pedir alongamento apenas de boca.
Ele deve ser formalizado por todos os meios possíveis: notificação extrajudicial, e-mail, protocolo na agência, WhatsApp, telefone registrado e envio organizado dos documentos.
O objetivo é impedir que, depois, o banco controle sozinho a narrativa sobre o que aconteceu.
Se o banco disser que falta documento, peça a lista por escrito.
Se disser que a operação não se enquadra, peça a justificativa.
Caso ele afirme que não há possibilidade de alongamento, peça a negativa formal.
Se apresentar uma proposta, peça as condições completas, com prazo, taxa, encargos, garantias e valor final da dívida.
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