Caso Isabelle: MP pede arquivamento de investigação contra namorado
O MPCE (Ministério Público do Ceará) pediu à Justiça o arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto , de 34 anos, namorado da estudante de direito Isabelle Caracristi, em relação aos crimes de feminicídio e de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio .
O órgão apontou ausência de indícios de autoria e materialidade desses delitos.
Apesar do pedido de arquivamento parcial, o MPCE solicitou que a apuração sobre possíveis crimes de violência psicológica contra a mulher e fraude processual seja encaminhada ao Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
O caso tramita sob segredo de Justiça.
Em nota, o Ministério Público informou que utilizou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, de 2021, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), na elaboração do parecer.
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Segundo a investigação policial, o relacionamento, que durou cerca de três meses, teria sido marcado por condutas de manipulação, humilhação, controle e isolamento da estudante.
O indiciamento por fraude processual considerou ações posteriores à morte de Isabelle, como a contratação de um serviço de limpeza do apartamento, a tentativa de colocar o imóvel à venda e a procura pelo celular da vítima nas áreas externas do condomínio.
Laudos apontaram queda voluntária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta na noite de 13 de setembro , em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza.
De acordo com os laudos periciais, a causa da morte foi politraumatismo decorrente de uma “precipitação voluntária” do rooftop do prédio.
As análises periciais não identificaram sinais de arrombamento, luta corporal no imóvel , agressões físicas anteriores ou esganadura no corpo da estudante.
Prisão preventiva foi revogada João Munhoz Neto foi preso preventivamente em 22 de setembro, durante a investigação.
Posteriormente, a Justiça revogou a prisão a pedido do próprio Ministério Público.
O investigado responde em liberdade, sob medidas cautelares que incluem uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno das 20h às 7h, proibição de contato com familiares de Isabelle e testemunhas, além de comparecimento mensal à comarca responsável.
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