Denúncias de assédio eleitoral no trabalho triplicam a 15 dias do 1º turno
Entre ameaças de demissão e promessas de benefícios, o número de denúncias de assédio eleitoral no trabalho disparou no Distrito Federal .
Antes do primeiro turno das eleições de 2022, o Ministério Público do Trabalho (MPT) havia recebido denúncias contra cinco empresas.
Na corrida eleitoral de 2026, até sexta-feira (18/9), foram registradas 17.
Neste ano, o MPT abriu investigação contra empresas de comércio, serviços gerais, construção, segurança e administração pública.
Segundo a procuradora do trabalho Geny Helena Marques, a maior parte das denúncias envolve empresas de trabalho terceirizado.
“O público mais vulnerável é o mais atingido.
Por quê? É o receio maior de perda do trabalho, de perda daquela remuneração, a dificuldade de recolocação.
E o trabalhador terceirizado se vê obrigado a seguir um posicionamento político com esse receio”, alertou Geny Helena Marques.
Leia também Grande Angular TRE-DF manda suspender propaganda de Michelle que usa imagem de Bolsonaro Grande Angular Ex-chefe da Embratur, Freixo recebe doações de nomes do turismo e cultura Segundo uma das denúncias em investigação, a empresa teria exigido que os trabalhadores utilizassem camiseta e adesivo de um candidato .
Em outra, o empregado foi ameaçado expressa e diretamente de demissão na frente dos colegas porque teria um posicionamento político diferente do empregador.
“Geralmente, é feito na frente (dos demais empregados).
Para quê? Para constranger os outros, não só a pessoa, para que não tenham aquela mesma orientação política.
É como se pedisse para o trabalhador entrar no trabalho e deixar de ser um cidadão”, argumentou a procuradora.
“A pessoa não tem como se desvincular da sua personalidade como cidadão e como se a pessoa que tem uma orientação, seja ela qual for, só porque está exercendo atividade numa empresa que possa ter uma orientação diversa.
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