Construtora de prédio que desabou tem histórico de golpes milionários e atraso na entrega de casas há 3 anos em SP
Obras de condomínio de casas da New Home na Avenida Padres Olivetanos nunca foram concluídas Reprodução/Google Street View Alvo de investigação policial após o desabamento de um prédio que matou seis pessoas, as construtoras New Home e Hastiforme têm vários boletins de ocorrência por estelionato registrados na Zona Leste de São Paulo.
O g1 localizou um grupo de cerca de 20 clientes que acusam a construtora de estelionato por não entregar imóveis prometidos desde 2023 e não devolver o dinheiro pago pelos compradores.
Juntos, eles calculam mais de R$ 4 milhões em prejuízos.
Os imóveis ficam todos na Zona Leste da capital, mesma região onde ocorreu o desabamento do edifício em construção, na Vila Granada, na região da Penha.
Segundo os clientes, várias obras da empresa foram embargadas porque a construtora iniciava os empreendimentos sem o devido alvará de construção aprovado pelas autoridades municipais de São Paulo.
Prefeitura de SP paralisa 29 empreendimentos de construtoras investigadas após desabamento em obra na Zona Leste Um dos compradores é o comerciante Alexandre Viveiros, que processa a New Home na Justiça após a empresa ficar com mais de R$ 380 mil de suas economias familiares sem entregar o imóvel comprado em 2023 por R$ 650 mil.
Viveiros contou ao g1 que vendeu o apartamento onde morava com a esposa e a filha para dar entrada em um sobrado que seria construído dentro de um condomínio de 12 casas na Avenida Padres Olivetanos, na região da Penha.
A entrega estava prevista para o fim de 2024, mas a obra foi embargada pela Justiça de São Paulo porque apresentava riscos para uma escola infantil particular que fica ao lado.
Segundo Viveiros, a construtora nem sequer avisou os clientes que haviam contratado a empresa.
“Desde 2024, eles vinham arrumando várias desculpas para justificar o atraso na entrega.
Nós fomos morar na Praia Grande para tentar economizar dinheiro e pagar as parcelas do contrato, depois da entrada, mas o sobrado nunca ficava pronto.
A gente só descobriu o embargo da obra num dia que subimos para São Paulo, passamos em frente e vimos uma decisão judicial de embargo colado do lado de fora da construção”, afirmou.
A escola apresentou reclamação na Justiça dizendo que a obra, mal gerida, provocava rachaduras do outro lado do muro, oferecendo riscos para as crianças do maternal que estudavam no local.
O risco foi constatado por um laudo particular contratado pela escola e também por decisões da Prefeitura de São Paulo que decretaram a interdição parcial da obra devido à falta de segurança.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.