Após fuga, Kátia Abreu critica Flávio Bolsonaro: 'Larga de ser mole'
A ex-senadora e uma das coordenadoras de campanha do presidente Lula (PT), Kátia Abreu, criticou publicamente Flávio Bolsonaro (PL).
Em vídeo publicado nas redes sociais, a ex-senadora diz que "custa acreditar" que Flávio fugiu do país depois de ter recebido milhões de votos. "Larga de ser mole", declarou.
Que falta de democracia é essa que falta no país? Faça-me o favor, rapaz. Larga de ser mole. Veste calça, moço, e vamos para a luta, igualzinho Lula fez. Kátia Abreu, em publicação no X
No vídeo, a ex-senadora cita que o PL representa uma das maiores bancadas no Congresso Nacional. Ela também disse que o irmão de Flávio, Carlos Bolsonaro (PL-SC), e a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL-DF), foram eleitos para o Senado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou com a família aos EUA na manhã de hoje em um voo que saiu de Guayaquil, no Equador, após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina . O avião em que Flávio viajou pousou no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, em Miami, na Flórida, às 9h23 no horário local —10h23 de Brasília. A informação é do site FlightRadar, que rastreia voos.
O governo argentino confirmou que o senador deixou o Brasil por terra com a esposa, Fernanda, e as duas filhas e embarcou em um voo privado na Argentina na noite de terça-feira (27). Durante escala em Guayaquil, o avião teve o plano de voo atualizado para Miami.
A aeronave, um Gulfstream G400 com matrícula argentina LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A., havia chegado a Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26), vindo do Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires. A viagem, porém, atrasou.
A expectativa é que o governo americano conceda os vistos para Flávio e a família. Na noite de terça, o presidente Donald Trump afirmou que aprovaria a entrada nos Estados Unidos do senador. "Acho que são pessoas decentes. As eleições foram realmente estranhas. Por mim, tudo bem [a entrada do senador nos EUA]", disse o republicano.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em um inquérito que apura sua relação com o advogado Willer Tomaz, suspeito de movimentações financeiras irregulares envolvendo empresas e plataformas de apostas. Moraes também proibiu o contato entre os dois.
O senador também é alvo de outro inquérito no STF. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas ao financiamento do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades e afirma que o projeto utiliza recursos privados obtidos legalmente.
Uma eventual prisão dependeria de nova decisão judicial. A Polícia Federal deverá informar Moraes sobre o descumprimento da ordem de entrega dos passaportes. O ministro poderá avaliar a adoção de outras medidas cautelares ou uma eventual prisão preventiva, desde que estejam presentes os requisitos legais. Nenhuma dessas consequências é automática.
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