Após ação do MP, Campinas inclui famílias de indígenas venezuelanos no programa de auxílio-moradia
Imóvel usado por 26 famílias indígenas venezuelanas em Campinas (SP), há dois anos, apresenta péssimas condições e motivou ação do Ministério Público; prefeitura apresentou plano de ação Fernando Evans/g1 A situação de 26 famílias indígenas venezuelanas da etnia Warao que vivem em Campinas (SP) levou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) a acionar a Justiça após apontar condições precárias de moradia em um imóvel usado pela comunidade há dois anos.
Em reunião realizada na segunda-feira (21), representantes da prefeitura apresentaram um plano de ação para o atendimento dos 85 migrantes que residem no local.
A medida atende determinação do juiz responsável pelo caso, que reconheceu a vulnerabilidade da comunidade e havia determinado que o município apresentasse medidas concretas para enfrentar o problema. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Segundo a promotora Cristiane Hillal, houve avanço com a apresentação do plano que prevê a inclusão das famílias no programa municipal de auxílio-moradia.
Atualmente, o benefício oferece pagamento de R$ 605,00 por mês, por 12 meses, podendo ser reavaliado ao final do período.
"O benefício começa a ser pago em 13 de outubro.
A partir dessa data, elas terão prazo para buscar um novo local para morar", informou a administração.
Agora, a expectativa da promotoria está voltada à análise sobre as condições de um imóvel que poderá receber as famílias, alternativa considerada fundamental para a efetiva saída dos indígenas do local onde vivem atualmente.
Agora no g1 O g1 foi até o imóvel localizado no Jardim Nova Esperança, nesta quarta-feira (23), mas os Waraos, temendo algum reflexo no avanço das negociações judiciais, não permitiram a entrada da equipe.
Atualmente, a comunidade gasta entre R$ 5,5 mil e R$ 6 mil por mês com a moradia (entre aluguel, água e luz), mas a infraestrutura, segundo a ação civil pública, é precária.
A renda do grupo vem principalmente da produção e venda de artesanatos pelas mulheres, e pelo trabalho de parte dos homens adultos da etnia - alguns atuam em empresas terceirizadas de limpeza, por exemplo.
Defensoria acompanha O caso também é acompanhado pelo Núcleo Especializado de Promoção da Igualdade Racial e de Defesa dos Povos e Comunidades Tradicionais (NUPIR), da Defensoria Pública do Estado.
Segundo o órgão, o acompanhamento da comunidade Warao começou em março de 2026, após solicitação da 24ª Promotoria de Justiça de Campinas para a realização de uma visita conjunta às famílias indígenas venezuelanas.
A vistoria ocorreu em 7 de maio e permitiu mapear as principais demandas da comunidade, entre elas o acesso à moradia.
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