Roteirista formado na UERN assina filme escolhido para representar o Brasil no Oscar 2027
Assista ao trailer de "Feito Pipa" O roteirista cearense André Araújo, 35 anos, formado pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), é um dos responsáveis pelo filme "Feito Pipa", escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027, na categoria de Melhor Filme Internacional.
O anúncio foi feito pela Academia Brasileira de Cinema na quarta-feira (16).
O longa será submetido à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, que vai selecionar os cinco indicados à categoria.
A cerimônia do Oscar está marcada para 14 de março de 2027. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Para André, a escolha representou o reconhecimento de um trabalho que começou em 2019.
“De lá para cá eu tenho convivido com esse projeto, com esses personagens, com esse universo, e agora ver que aonde o filme está chegando, as plateias que ele está conquistando, as pessoas que ele está alcançando, é muito gratificante”, contou ao g1. 🎬 “Feito Pipa”, é dirigido por Allan Deberton e estrelado por Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira.
O filme estreia nos cinemas em 5 de novembro.
André Araújo é roteirista de Feito Pipa Cedida Inspiração na cidade de São Rafael Embora "Feito Pipa" seja ambientado no interior do Ceará, a história tem uma relação direta com o Rio Grande do Norte.
O roteiro foi inspirado na história de São Rafael, município potiguar que teve parte de seu território inundada para a construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.
André conheceu a história da cidade quando cursava Comunicação Social na UERN, em Mossoró.
Na época, uma colega de turma, Ceiça Guilherme, apresentou a ele a história do município.
Os dois produziram um trabalho com abordagem documental sobre os impactos da inundação de São Rafael, com foco nas consequências subjetivas e simbólicas da construção da barragem para os moradores.
“Nós, na época, fizemos um trabalho mais documental, sobre a cidade de São Rafael, investigando os impactos subjetivos, os impactos simbólicos que a barragem trouxe para a cidade e para as pessoas, que são impactos que nunca são mensurados pelos números”, contou.
Durante a pesquisa, o roteirista conversou com moradores idosos e ouviu relatos sobre as consequências da mudança.
Segundo ele, alguns desenvolveram doenças e outros recorreram ao consumo de álcool para lidar com a perda da cidade e com a ruptura provocada pela inundação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Norte.