Chá revelação para mulheres na política: você é antifeminista ou só conservadora?
Logo após o primeiro turno das eleições, saltou aos olhos do país o nome de Eduarda Campopiano , 23 anos, deputada estadual pelo PL em São Paulo, eleita por quase 2 milhões de votos.
O marco fez dela não só a pessoa mais votada para a Assembleia Legislativa paulista como também líder em número de votos para esse cargo específico no país.
A principal bandeira da jovem é curiosa: o antifeminismo.
Ela diz ser contra o aborto, mudanças de gênero e nega a existência do feminicídio.
Apesar das falas polêmicas, na prática, Eduarda não é antifeminista, mas sim conservadora.
A diferença entre os dois tipos reside em uma pergunta essencial.
Prepare-se para esse chá revelação: Você é contra ou a favor da independência financeira de uma mulher? Se a resposta for sim, eu sou contra, então você é mesmo um(a) antifeminista.
Se achar um absurdo a mulher não ter direito a bens e independência financeira, então talvez sua cadeira no espectro político não seja tão extrema: você, provavelmente, é só conservador(a).
Há um livro que ajuda a explicar essa distinção, ele é um pouco desafiador, mas vale tentar a leitura.
Em Um Teto Todo Seu (1929), a autora e pensadora Virginia Woolf se propõe a falar sobre mulheres escritoras de ficção.
Ela sai do script e lança a reflexão: para escrever um livro, uma mulher precisa de dinheiro e, consequêntemente, um teto todo seu.
Sem autonomia material, a liberdade feminina é limitada.
Uma mulher economicamente dependente enfrenta obstáculos para decidir o próprio destino.
Sem dinheiro, ela não tem poder.
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